06/09/2005

EM BUSCA DE VITÓRIAS TAMBÉM NOS TRIBUNAIS

O Departamento Jurídico do Inter, historicamente, ostenta um retrospecto de êxito nas "batalhas judiciais", considerando-se desde pequenos casos até questões internacionais que envolvam apreciação da Fifa. Algumas das questões já vitoriosas do Inter nos tribunais, por exemplo, impedem o clube de gastar pagando altas multas e outras têm como conseqüência os cofres receberem importante aporte financeiro.

Conforme o advogado e diretor da vice-presidência de Serviços Jurídicos do Inter, Daniel Cravo Souza, é da cultura do Inter estar atento e atualizado com estas questões jurídicas, pois representam uma fonte de recursos importantes quando se consegue manejar estes instrumentos. "O presidente Fernando Carvalho, até por ser advogado, nos dá o suporte necessário, inclusive participando e prestigiando nas decisões tomadas sobre os processos que trabalhamos", ressalta. "Há mais de 20 anos, o desempenho do departamento jurídico é excelente. É um dos departamentos mais organizados do clube", elogia o presidente Fernando Carvalho.


Daniel Cravo, defensor do Inter nos tribunais

Nos trabalhos envolvendo as questões disciplinares, o advogado Daniel Cravo diz não terem sido enfrentados muitos problemas ultimamente. "Nesta área as coisas estão relativamente calmas, até mesmo porque, como instrução da própria diretoria de futebol, o Inter tem uma filosofia de jogar com disciplina", explica Daniel Cravo.

Uma vitória conhecida dos colorados foi num verdadeiro Gre-Nal nos tribunais. Nas semifinais do Campeonato Gaúcho, em 2004, o Grêmio enfrentava a Ulbra na quarta-feira e o Inter desafiava o Glória um dia depois, conforme a tabela previamente divulgada pela FGF; entretanto, o Grêmio tentou fazer com que o time colorado jogasse no mesmo dia e horário. Os advogados do Inter, capitaneados por Cravo Souza, não deixaram por menos, e através de um mandato de garantia perante o TJD da FGF, mantiveram as partidas conforme a tabela do campeonato. O restante da história é conhecida: Inter tricampeão gaúcho após derrotar a Ulbra (que derrubou o Grêmio, impedindo um Gre-Nal em campo na final). A vice-presidência de Serviços Jurídicos do Inter está trabalhando alguns processos que podem render lucros ao clube. Confira:

Caso Enciso

Houve um julgamento em 2004, no qual o Olímpia foi condenado, mas o clube paraguaio recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), em Lausanne, na Suíça, então havendo uma sessão de julgamento. Agora o Inter aguarda a divulgação do resultado, que deve ocorrer ainda neste ano.

Caso Lúcio

Também até o final do ano, o Jurídico colorado deve ser chamado para o julgamento do processo que envolve a transferência do zagueiro Lúcio do Bayer Leverkusen para o Bayern, de Munique. No caso, o Inter pede o cumprimento do contrato acertado quando o jogador saiu de Porto Alegre rumo a Leverkusen, na Alemanha. Na ocasião ficou acordado que quando o Bayer vendesse Lúcio o Inter receberia o 20% da diferença entre o valor pago ao Inter quando da compra do jogador e o arrecadado pelo referido time alemão na futura venda. Como o Bayern, de Munique, comprou o zagueiro da Seleção Brasileira junto ao Bayer, o Inter tem direito aos 20% citados anteriormente.

Caso Obinna

Já no que envolve o atacante nigeriano Obinna, que tendo contrato assinado com o Inter transferiu-se ao Chievo da Itália sem a ciência e liberação dos gaúchos, o clube quer o seu retorno ou a indenização. "Segundo a regulamentação da Fifa, é proibido um jogador ter dois contratos simultaneamente. Como foi noticiado pelo próprio Chievo, o Obinna está até inscrito no campeonato italiano. Sem dúvida, o Inter vai buscar a responsabilização do atleta e uma indenização se não obtiver o seu retorno", avalia Daniel Cravo Souza.


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