03/01/2011

Giovanni Luigi assume presidência do Inter

O presidente Giovanni Luigi, o 1º vice-presidente Luís Anápio Gomes e o 2º vice-presidente Dannie Dubin foram oficialmente empossados em cerimônia realizada na noite desta segunda-feira, no Centro de Eventos do Beira-Rio. Durante o discurso de posse, um emocionado Luigi reforçou as ideias de gestão que pretende aplicar no Internacional nos dois próximos anos. A valorização das categorias de base na constituição de um time forte e a profissionalização do Clube serão os fios condutores de sua administração.

“Nada pode ser mais honroso do que assumir o clube do coração. Tenho um irrenunciável compromisso com a nova geração. Agora vamos em busca das glórias e do comprimento dos compromissos firmados durante a campanha”, disse Luigi.

Após o discurso, o novo presidente destacou que Roberto Siegmann, Gelson Pires e Luciano Busatto Davi serão os vice-presidente de futebol, comunicação social e serviços especializados, respectivamente. Segundo Luigi, os demais nomes que irão compor a direção serão comunicados nas próximas semanas.


Choro de colorado: Luigi não conteve as lágrimas no discurso de posse (Jefferson Bernardes/VIPCOMM)

Vitorio Piffero, na sua última manifestação como presidente do Inter, rememorou fatos da sua gestão, destacando o crescimento do Inter em diversas instâncias. "Levo gravado em minha memória diversas lembranças, principalmente a alegria estampada no rosto dos torcedores, que resgataram a autoestima. Para o Giovanni, desejo o melhor. Sei da sua capacidade. Passo a presidência com a consciência tranquila de que fiz o melhor", disse Piffero.

O presidente do Conselho Deliberativo, Luiz Antonio Lopes, lembrou a trajetória de Giovanni Luigi no clube colorado: "É antes de tudo um cavalheiro. Confio muito na sua capacidade de administrar o Clube, por tudo que ele já vivenciou no Inter", destacou.


Giovanni Luigi no discurso da cerimônia de posse (Jefferson Bernardes/VIPCOMM)

Também presente ao evento, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, elogiou a gestão do Inter e desejou sorte ao novo presidente: "O Inter vem realizando excelente trabalho não só em campo, mas também nos projetos sociais e na preparação do Beira-Rio para a Copa do Mundo. É um clube exemplar", disse. Ao final da solenidade, as mulheres dos dirigentes foram homenageadas com flores vermelhas.

Durante o evento de posse, os 150 conselheiros eleitos para o período de 2011 a 2014, além dos conselheiros com 30 anos – Dilto Crouzeiles Nunes, Frederico Carlos Gerdau Johannpeter e Luís Otávio Pellegrini – foram oficialmente nomeados e receberam os diplomas. O clube colorado também prestou uma homenagem póstuma ao conselheiro Oswaldo de Lia Pires e ao ex-atleta e diretor Elton Ferstenseifer, falecidos no final de 2010.

Papo franco

Antes da cerimônia, ainda pela tarde, Luigi concedeu uma entrevista coletiva exclusiva aos profissionais da mídia impressa. O encontro foi realizado na sala de reuniões do gabinete da presidência, no Beira-Rio. Confira os principais temas que foram abordados por Luigi:

Valorização do Celeiro de Ases

“Esta não é uma ideia nova. No momento em que montamos um time Sub-23 (Inter B) e ganhamos a Copa Ênio Costamilan e o Brasileirão da categoria, mostra que temos qualidade nas categorias de base. Ficou claro que podemos avançar nesta ideia de valorização. O fato do Inter B iniciar o Gauchão é uma oportunidade extraordinária para os atletas. Será uma “prova de fogo” para eles. Pretendemos usar o grupo que está de férias em virtude do Mundial, que tem excelente qualidade, abastecido por atletas do Inter B junto às contratações pontuais. Uma das formas inteligentes de se conter gastos é apostando nas categorias de base. Esta aposta só é possível porque lá atrás, a gestão formou um time Sub-23 forte e competitivo. Até o nosso hino faz menção ao “Celeiro de Ases”.

Novo organograma

“Vamos manter a política que estava sendo utilizada até agora na gestão, mas é o momento de fazer uma mudança no organograma. O Vitorio Piffero contratou há um ano uma empresa para fazer uma auditoria interna no Clube. Após um estudo, a empresa sugeriu um novo modelo organizacional, e ele veio ao encontro do formato que eu imaginava”.

“Os vice-presidentes eleitos terão tarefas importantes. Eles farão parte de um conselho de gestão, mas tudo isso de uma maneira informal, já que hoje, estatutariamente, não seria possível proceder dessa maneira. Serão sete pessoas: o presidente (Giovanni Luigi), o 1º vice-presidente (Luís Anápio Gomes de Oliveira), o 2º vice (Dannie Dubin), o vice de futebol (Roberto Siegmann), o vice de relações sociais/comunicação social (Gelson Pires), o vice de serviços especializados (Luciano Busatto Davi), além de um gestor executivo, que também não posso nomear como vice-presidente executivo por um impeditivo estatutário. Devo anunciar nos próximos dias quem irá ocupar este cargo. Pretendemos manter um corpo profissional e vamos operar dessa forma nos próximos meses, de uma maneira informal, para ver como as coisas se saem”.

Aproximação: profissional e times de base

“Queremos aproximar estas duas grandes estruturas existentes no Inter. Isso vai depender de uma política do Clube e também da comissão técnica do grupo profissional. Mas a comissão técnica já “comprou” essa ideia. O Celso Roth vem acompanhando de perto a preparação do Inter B, trocando ideias com o treinador Enderson Moreira. É deste time que o Roth vai tirar jogadores para a disputa da Libertadores. Ele, inclusive, vai viajar para Bento Gonçalves esta semana para acompanhar a pré-temporada”.

Contratações

“No futebol, há duas possibilidades: apostas, que nunca se sabe se vão dar retorno, e jogadores indiscutíveis, que você sabe que chega para atuar. As contrações do Tinga e do Kleber são bons exemplos de nomes indiscutíveis. Chegam para jogar. As nossas apostas vão vir das categorias de base. A ideia básica é essa. Vamos dar a cartada no jogador que considerarmos estar pronto para jogar, e o Inter está trabalhando forte nisso. No último domingo, por exemplo, tivemos reunidos com o Celso Roth e o departamento de futebol para tratar sobre contratações”.


Giovanni Luigi conversou com jornalistas da mídia impressa no gabinete da presidência

“Uma coisa é certa: não vamos fazer “pirotecnia”. Temos um grupo muito bom que precisa ser renovado a partir de contratações pontuais e com reforços vindos das categorias de base. O mais provável é que venha um jogador que está atuando no Exterior. Hoje em dia é mais raro trazer jogadores que estão em atividade no Brasil. De qualquer forma, não quero gerar nenhuma expectativa agora, mas o Clube está sempre monitorando jogadores de todas as posições”.

Precaução com lançamento dos atletas da base

“O Inter terá a necessidade de resultado muito grande nesta Libertadores da América. Por isso vamos precisar de muito cuidado para não colocar jogadores oriundos da base em jogos de “vida ou morte”. A ideia é de aproveitá-los aos poucos, dando bagagem para eles. Não podemos queimar etapas”.

Venda de jogadores

“O modelo do futebol brasileiro é de salários incompatíveis com o que os clubes arrecadam. Por isso o Inter adota a política de vender jogadores. Fui claro durante a minha campanha de que daria sequência a este modelo, pelo menos até o dia em que o Clube se tornar auto-suficiente. Dificilmente a gente não irá vender algum jogador nesta janela de janeiro. Mas o Inter sempre acaba trazendo jogadores de qualidade para reposição. Esta é outra característica que será mantida. Sempre trabalhamos com a ideia de reposição”.


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