O Estádio Beira-Rio é a casa dos colorados, o palco das grandes conquistas do Internacional, eternizadas no gramado por onde desfilaram os grandes craques do Clube mais vencedor do Sul do País. O Gigante da Beira-Rio segue forte e sólido recebendo com orgulho a Maior e Melhor Torcida do Rio Grande. De olho no futuro e na Copa de 2014, o Estádio passou por uma grande reforma de modernização, mas a sua origem remete para a década de 1960.


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 A origem do Gigante

Registro algum, até o dia de hoje, foi capaz de determinar com exatidão o momento em que surgiu a ideia de erguer o Beira-Rio. No entanto, é possível afirmar que o pontapé inicial na história da construção do Gigante foi dado no dia 12 de setembro de 1956. Nesta data, o vereador Ephraim Pinheiro Cabral, que até então já havia presidido o Inter entre 1951 e 1952, apresentou na Câmara de Porto Alegre projeto para a doação de uma área de oito hectares para o Clube do Povo, visando à edificação de um novo estádio para o Colorado. Existia, contudo, um porém: o terreno ficava dentro do Rio Guaíba. Portanto, caso a proposição fosse aprovada, seria necessário aterrar a região antes de dar início às obras. 

 No momento de sua diplomação para o legislativo municipal, Ephraim discursou prometendo lutar pela expansão do Estádio dos Eucaliptos, processo que afetaria a Rua Barão Cerro Largo, e, por isso, enfrentava grande resistência na comunidade portoalegrense. Entretanto, o passar dos meses convenceu o vereador de que, embora fosse um estádio histórico, eternizado no coração da torcida vermelha, os Eucaliptos não seriam capazes de suportar gigantismo do Inter por mais muito tempo. 

Sede de Copa do Mundo, a casa do Rolo Compressor e do Rolinho já se mostrava desgastada pelas intensas décadas vividas junto da torcida vermelha. Logo, uma nova - e imponente - construção parecia a melhor alternativa. Quinze dias após o projeto ser apresentado, veio a aprovação, que demorou mais de um ano para sair do papel. 

O aterro começou a virar realidade com a chegada da Draga ‘Ster’, no final de 1957, fato comemorado por dirigentes colorados. O Clube do Povo se preparava agora para construir uma casa sem precedentes na região sul do país. Mesmo assim, houve momento em que as obras demoravam a engrenar, como testemunhou Edson Bergmann, comprador da primeira cadeira cativa do futuro Gigante, em 1961. À época, provocadores afirmavam que ele estava comprando, na verdade, uma Bóia Cativa. 

 Apesar dos deboches, inclusive em charges nos jornais (foto abaixo), foi também no início da década de 60 que bons ventos começaram a soprar na direção do aterro que surgia sobre o Guaíba. Organizou-se uma comissão de obras, presidida inicialmente por José Pinheiro Borda, português que desembarcou em Porto Alegre no ano de 1929, e logo se apaixonou pelo Inter. Inúmeras vezes presidente do conselho deliberativo do Clube, nome benquisto na sociedade gaúcha por ter conduzido a construção do Hipódromo do Cristal, Borda parecia ser o nome perfeito para chefiar os trabalhos. Todavia, o lusitano recusara o convite para o cargo em mais de uma ocasião, até ceder ao clamor dos companheiros colorados. Uma vez na presidência, declarou que não seria um simples dirigente, prometendo arregaçar as mangas, abaixando-as apenas quando o estádio estivesse pronto. 

Ao lado de Borda, na comissão, estavam: Ephraim, como vice-presidente; Manoel Tavares, Eraldo Hermann e José Asmus, responsáveis pelas compras de materiais; Arno Larsen, Paulo Reginato e Jader de Souza, na tesouraria; Aldo Dias Rosa e Hugo Martins Martinez, na contabilidade; além de Rui Tedesco e Thompson Flores, na parte técnica das obras. O grupo deu ritmo aos trabalhos no Gigante, conseguindo, junto à prefeitura, novas máquinas para agilizar os serviços. Ademais, também fez questão de apelar para a torcida, sabendo que não existia força maior para dar prosseguimento aos avanços na construção do estádio do que a mobilização da Maior e Melhor Torcida do Rio Grande. Campanhas por rádio conclamavam colorados e coloradas de todo o estado a doar materiais como tijolos, cimento e ferro. Neste sentido, visando a estimular o público, foi lançada a maquete do novo estádio no dia 6 de outubro de 1962. 

Passados alguns meses da divulgação da maquete, foi inaugurada a pedra fundamental da construção do Gigante. Em celebração, realizou-se um cerimonial, que contou com presença maciça da torcida colorada, e teve como ponto alto a missa comandada pelo bispo Dom Edmundo Kuntz, conselheiro do Inter na época. Em sua fala, o bispo reforçou o caráter popular que se esperava da casa do Clube do Povo do Rio Grande do Sul: “Aqui todos serão iguais, sem diferenças ideológicas, políticas, religiosas, sociais - todos serão irmãos”. 

 A partir da cerimônia, o terreno passou a conviver com um fluxo cada vez maior de operários, máquinas e materiais, transformando o antigo rio em um verdadeiro canteiro de obras. Os túneis começavam a surgir, sendo logo sucedidos pelas estruturas das arquibancadas. O ritmo intenso empolgava ainda mais a torcida, alavancando as vendas de títulos de arrecadação de fundos para a construção, que após totalizarem dois mil no primeiro ano de comercialização, rapidamente atingiram a casa dos 40 mil. O apoio era tamanho que, certa feita, em entrevista à Zero Hora, Borda admitiu não ter noção das dimensões do clube que dirigia, de tão grande que era. 

 A euforia da torcida colorada não se resumia a uma simples expectativa pelo novo estádio. Além disto, esperava-se que, inaugurado o Gigante, os resultados dentro de campo voltassem a aparecer, visto que depois de conquistar treze títulos gaúchos em dezesseis anos, entre 1940 e 1955, o clube vinha amargando uma sequência negativa, tendo conquistado a taça do campeonato estadual apenas uma vez, em 1961. Cansados das derrotas do time nos Eucaliptos, os torcedores se dirigiam às obras da nova casa em busca de conforto. “A gente torcia por pedreiros” lembram os colorados e coloradas daquele tempo. 

Todo o frenesi, contudo, precisou ser contido em 1965. Contrastando com o otimismo do início da década, o ano ficou marcado na história do Inter por dois grandes e duros baques. Conduzida com recursos próprios, as obras para a construção do Gigante tiveram de ser paralisadas, reflexo das debilitadas finanças do clube. Os trabalhos só foram reiniciados graças à ajuda do Banco da Província, conquistada a partir da Comissão de Obras. Comissão, esta, que sofreu inestimável perda para a torcida colorada. 

Em uma infeliz ironia do destino, José Pinheiro Borda faleceu no dia 25 de abril, pouco tempo depois de conceder entrevista na qual declarara que, por não ser um grave pecador, pedia a Deus o “privilégio de ver construído o Gigante da Beira-Rio”. Sua perda foi sentida por toda a cidade, dando início a um movimento dentro da sociedade portoalegrense para que o Gigante que se erguia na margens do rio recebesse o nome do português. 

Em 1965, com a morte de José Pinheiro Borda, decidiu-se por dar ao estádio o nome do dirigente. Ao mesmo tempo, o apelido de Gigante da Beira-Rio, usado em larga escala ao longo dos treze anos de imbróglios e obras, não caiu no esquecimento, já estando consagrado dentro da população gaúcha. 

Unanimidade no meio vermelho era o fato de não existir melhor maneira de honrar a memória do antigo líder do que retomando a dedicação de corpo e alma às obras. Ruy Tedesco, novo presidente da comissão, logo disponibilizou para vendas um lote de cadeiras perpétuas, cada uma ao preço de um milhão de cruzeiros, valor que injetou ânimo nos cofres colorados. Não havia dúvidas: o Gigante era para já! 

 A torcida seguiu na figura de protagonista em 1967, quando o pedido por donativos foi intensificado. Neste sentido, destaca-se a Campanha do Tijolo, lançada no dia 26 de novembro, em partida entre Inter e Farroupilha, nos Eucaliptos. Na ocasião, além da presença dos jogadores do atual elenco, que entraram em campo com uma faixa conclamando à torcida a realizar doações, ídolos do clube, como Tesourinha e Carlitos, abraçaram fortemente o movimento. Um ano depois, o Gigante parecia pronto. Imponente, incorporando em sua arquitetura traços do Estádio Olímpico de Tóquio, e do Azteca, na Cidade do México, a nova casa colorada agora sediava um novo debate - desta vez, quanto ao nome. Gauchão, Eucaliptos, José Pinheiro Borda, Beira-Rio e Panorâmico apareciam como os mais cotados. 

 Finalizada a maior parte da estrutura, restando apenas alguns acabamentos para a grande inauguração, tiveram início os testes no Gigante. Em março de 1968, por exemplo, o estádio recebeu a decisão do 10º Campeonato Gaúcho de Futebol de Praia, entre Cidreira e um selecionado dos outros times participantes do certame. Quinze mil pessoas prestigiaram o evento, que ainda contou com apresentação da Academia de Samba Praiana no intervalo. 

 Definida a data de inauguração - um domingo de páscoa, dia 6 de abril -, foram realizados os últimos preparativos para garantir que a festa pudesse transcorrer perfeitamente, a exemplo dos seguidos ensaios realizados em março, que atestaram a eficiência daquele que surgia como o melhor sistema de refletores do país. 

Às vésperas da inauguração do Beira-Rio, restava ao Inter se despedir dos Eucaliptos, primeira casa colorada de fato, endereço de alguns dos maiores elencos da história vermelha, responsável por elevar o clube a um patamar de protagonismo nacional. Como não poderia deixar de ser, não era nada fácil para a torcida o rito de passagem de bastão da Silveiro para a beira do Guaíba. Ao mesmo tempo, porém, como já havia passado mais de uma década desde o início da construção do Gigante, a ideia do adeus ao histórico estádio parecia ter sido bem assimilada por grande parte dos colorados e coloradas. Assim, o que poderia ser um momento triste, foi na verdade uma grande festa, quando, no dia 26 de março, Inter e Rio Grande disputaram o amistoso que serviu de capítulo final na história do Estádio dos Eucaliptos. 

 O resultado da partida, goleada de 4 a 1 para o Inter, serviu para lembrar a todos os presentes das acachapantes vitórias que Tesourinha e Carlitos, Bodinho e Larry, cada dupla ao seu tempo e com seus respectivos companheiros, impuseram aos rivais colorados ao longo das décadas de 40 e 50. O triunfo de 1969, inclusive, contou com a presença de Tesourinha, que atuou nos minutos finais de jogo. Os gols vermelhos foram marcados por Sérgio, Marciano, Gilson Porto e Valdomiro, camisa sete que viria a se consagrar como um dos maiores ídolos da história do Clube do Povo nos anos seguintes. 

Certamente, não existiu quem tenha segurado às lágrimas após o último dos apitos. Lágrimas que não eram de tristeza, mas sim nostalgia, e, por que não, felicidade, fruto das memórias de todas as alegrias que o gramado dos Eucaliptos havia proporcionado. Encerrando a noite festiva, Tesourinha retirou as redes de uma das goleiras, em uma despedida pessoal daquele barbante que tanto fez trabalhar quando jogador. 

 Grandioso e sublime, o Gigante estava pronto para receber mais de 100 mil pessoas no domingo de 06 de abril. Para além da beleza, o Beira-Rio também chamava atenção pela modernidade de suas instalações. Eram 28 cabines de imprensa, quatro delas destinadas à TV, outras quatro à imprensa escrita, e as demais a emissoras de rádio. O acesso ao setor ocorria através de luxuosos elevadores, que também conduziam às tribunas, ou por meio de artísticas escadarias, exclusivas para os profissionais da mídia. Quanto às cabines, inclusive, salienta-se que o novo estádio colorado era o único no mundo a ter uma destas equipada com Telex, sistema que no dia da inauguração transmitiu informações para Londres e Lisboa. 

O luxo, diga-se, não era exclusivo aos jornalistas, sendo também compartilhado pelos atletas, que contavam com banheiras térmicas no vestiário, artigo raro nos campos espalhados pelo mundo; e torcedores, que daquele momento em diante teriam o privilégio de acompanhar informações sobre as partidas no exuberante placar eletrônico localizado atrás da goleira sul do Beira-Rio. Assim, à altura da expectativa criada ao longo de treze anos de obras, pronto para exercer papel de destaque a nível nacional e também internacional, honrando o projeto de Ephraim, o trabalho de Borda, o empenho de Tedesco, Herrmann e, principalmente, toda esperança e entrega da torcida vermelha; o Gigante despertou para o domingo de páscoa. Dia em que a capital dos gaúchos acordou muito antes do nascer do sol, já pintada em alvirrubro. Em 6 de abril de 1969, todos foram tirados da cama mais cedo, ainda na - colorada - alvorada.

A histórica inauguração

Finalmente, no domingo de páscoa do dia 6 de abril de 1969, o Beira-Rio foi inaugurado. Exatamente 50 anos atrás. À época, era o mais bonito e luxuoso do Brasil. Todos os pensamentos na capital dos gaúchos convergiam para o Gigante, enquanto a cidade, literalmente, se pintava de vermelho. De todas as formas, fosse com bandeiras ou retalhos de tecidos vermelhos, pelos carros, estádios, pedestres.

A direção do Clube pediu que os torcedores colorados estourassem foguetes durante o amanhecer, o que ficou conhecido como “Alvorada Colorada” ou “Despertar Vermelho”. Previstos para às 7h, os primeiros foguetes puderam ser ouvidos ainda antes das 6h. Também pudera, a ansiedade da torcida era enorme após 13 anos de espera, desde a aprovação do projeto da nova casa dos colorados até o dia da inauguração. Mas valeu cada segundo, foi um espetáculo lindo de se ver!

"Parecia que havia uma cerração em Porto Alegre, a coisa mais bonita que vi na minha vida. Foi uma coisa incrível, que nunca mais acontecerá no mundo", descreveu Eraldo Herrmann, integrante da comissão de obras e presidente no primeiro título brasileiro, em 1975.

Uma multidão de aproximadamente 100 mil pessoas foi ao estádio ver o festival de apresentações. Estádio algum no Rio Grande do Sul já havia recebido tamanho público. No mesmo lugar em que celebrara o lançamento da pedra fundamental em 1963, o Bispo Edmundo Kunz benzeu o Estádio. No gramado, por volta das 13h30, a Banda Militar do 18º Regimento de Infantaria de São Leopoldo, acompanhando o então o Governador Walter Peracchi de Barcelos, executou o hino nacional.

Na sequência, as autoridades acompanharam o engenheiro Ruy Tedesco, presidente da comissão de obras, até o centro do campo, onde, cercado por seus companheiros, cortou a simbólica fita de inauguração do estádio. Ali, naquele momento, era oficialmente concretizado um sonho que, no seu princípio, dez anos atrás, soara quase impossível.

 

Às 14h, surgiram os componentes da Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais, ostentando os seus vistosos uniformes vermelhos. Ao mesmo tempo, o placar eletrônico do Gigante era ligado, saudando a torcida que já lotava o Gigante. A Banda realizou suas evoluções até que, em colunas, fizeram surgir a frase "PARABÉNS COLORADO".

Ainda no evento, houve uma corrida de mini-fórmulas Casari, uma espécie de kart, na pista atlética do Beira-Rio. Foi a primeira das três corridas realizada em Porto Alegre. Pilotados por garotos de 8 a 14 anos, a atração fez o público vibrar, em uma prévia de rapidez no estádio que posteriormente presenciaria o arranque e velocidade de jogadores como Valdomiro, Lula, Fabiano e Nilmar.

Destacava-se o novo gramado, inédito para o Brasil, por envolver não o assentamento, mas sim plantio das mudas. Além disso, a utilização do tipo de grama “Bermuda Green” foi inédita para o futebol daquele tempo. O gramado foi plantado com grande antecedência, no Country Club de Porto Alegre.

Chegava a hora do jogo de abertura. Bicampeão europeu e cinco vezes finalista de Champions na década, atual campeão português, time que contava com um dos maiores jogadores de todos os tempos - Eusébio - o Benfica enfrentou o Clube do Povo na partida inaugural. Foi um jogo duro para o jovem time colorado, recheado de jogadores oriundos do Celeiro de Ases. Apesar da dificuldade, o Inter tratou de mostrar quem mandava no Gigante - jamais deixaria passar pelo vexame de ser derrotado na partida inaugural do seu próprio estádio.

Além disso, havia um amuleto da sorte e tanto. No momento em que as equipes subiram ao gramado, Bodinho, histórico atacante do Rolinho, quando formou memorável dupla junto a Larry; entrou atrás do elenco vermelho, vestindo a sua camisa 8.

O Inter tomou a iniciativa, empurrado pela massa ensandecida. Empolgado, aos 24 minutos Valdomiro se lançou pela ponta direita e cruzou. Gilson Porto, na esquerda da área do Benfica, emendou de primeira de volta para a área. Ali estava Claudiomiro, com apenas 19 anos, bem posicionado entre os zagueiros, para desferir uma cabeçada certeira. O Clube do Povo abria 1 a 0 e o estádio pulsava!

Claudiomiro marcou o primeiro gol do Beira-Rio

No segundo tempo, Eusébio empatou aos 23min em um equívoco da arbitragem, que validou cobrança de falta previamente orientada em dois toques, mas que fora convertida em somente um. Mas ele mal pôde comemorar, pois menos de cinco minutos depois, Gilson Porto, também em uma bola parada, bateu o goleiro José Henrique de forma magistral, dando números finais à partida. O Beira-Rio já surgia mostrando que ocuparia lugar de protagonista na história do futebol brasileiro.

Internacional (2): Gainete; Laurício, Scala, Bibiano Pontes e Sadi; Tovar e Dorinho; Valdomiro (Urruzmendi), Bráulio (Sérgio), Claudiomiro e Gilson Porto. Técnico Daltro Menezes.

Benfica (1): José Henrique; Adolfo Messias, Humberto Fernandes, Zeca e Cruz; Toni e José Augusto (Nenê); Praia (Victor Martins), Torres, Eusébio e Simões.Técnico: Otto Glória.

Templo Sagrado

Muitos momentos históricos foram vividos pelo Inter no Beira-Rio, palco de grandes vitórias e conquistas desde os seus primórdios. A década de 1970 foi repleta de feitos relevantes no gramado do Gigante. Em 1975, seis anos depois de inaugurado, o estádio recebeu a final do Brasileirão contra o Cruzeiro, na qual sagrou-se campeão. No ano seguinte, superou o Corinthians em um Beira-Rio lotado e alcançou o bicampeonato. Em 1979, o Inter foi tricampeão brasileiro invicto, novamente na sua casa e diante do seu torcedor. 

No final da década de 1980, o Beira-Rio recebeu o 'Gre-Nal do Século'. Mais de 78 mil de colorados acompanharam a histórica vitória sobre o maior rival que garantiu vaga na final do Brasileirão de 1989. Já em 1992, a casa colorada foi palco do inédito título da Copa do Brasil, ao vencer o Fluminense por 1 a 0.


Caldeirão colorado na final da Copa Sul-Americana de 2008

Mas foi nos anos 2000 que o Gigante voltou a rugir em grande estilo. A sintonia perfeita entre a torcida e o time foi fundamental para que o Inter conquistasse importantes títulos. E foram campanhas antológicas! Em 2006, o time de Abel Braga levantou pela primeira vez a taça da Libertadores da América, em um Beira-Rio lotado que se dividia entre sorrisos e lágrimas de pura emoção. A imagem do capitão Fernandão erguendo o troféu após duro duelo com o São Paulo ainda está bem viva na retina dos torcedores.

Muitos outros títulos internacionais estavam por vir. Em 2007, a Recopa Sul-Americana foi conquistada pela primeira vez. E novamente o Beira-Rio foi o cenário de mais um feito colorado: a Tríplice Coroa! Já em 2008, foi o primeiro clube brasileiro a sagrar-se campeão da Copa Sul-Americana. A torcida deu show no Gigante, transformando-o em um verdadeiro caldeirão.


Beira-Rio lotado na final da Libertadores de 2010

O Clube do Povo ainda teve o privilégio de levantar pela segunda vez na sua casa a almejada taça da Libertadores. O bicampeonato da América, em 2010, ficou marcado pelas 'Ruas de Fogo', ação organizada por torcedores que 'conduzia' com sinalizadores e foguetório o ônibus da delegação do Inter até o interior do estádio. Ao longo da campanha na competição continental, o Beira-Rio recebeu média de 40 mil torcedores. No ano seguinte, o bicampeonato da Recopa foi obtido em novo capítulo da história colorada.

Muitos outras glórias ainda serão alcançadas nesta nova era do Beira-Rio! A história de sucesso entre time e torcida continuará sendo escrita agora no modernizado estádio do Clube do Povo!

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O 'antigo' Gigante em imagens 

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