05/04/2007

COBRANÇA DE ESTACIONAMENTO NO PARQUE GIGANTE

O Internacional já há algum tempo vem adotando a medida de cobrar pelo estacionamento de veículos no Beira-Rio. Mais recentemente, a cobrança pelo estacionamento também vem sendo feita no Parque Gigante. O pagamento nos dias de jogos não tem suscitado qualquer tipo de reação por parte dos usuários, visto estar dentro de um contexto que já foi assimilado pela nossa realidade.

Segundo a legislação e a jurisprudência que decorre da sua aplicação, há responsabilidade daquele que mantém o estacionamento pelos eventuais danos sofridos em veículos. Assim, manter um estacionamento significa destinar recursos para o pagamento de pessoal, segurança, para adequação de locais e, ainda, suportar gastos em decorrência de eventuais danos.

A massificação do uso do automóvel, realidade dos nossos dias, não pode tornar-se não funcional, as finalidades associativas. Os inegáveis direitos dos sócios, distribuídos às diversas categorias, são pessoais e não alcançam o meio de transporte por ele utilizados. Parece claro que desviar os recursos provenientes da arrecadação social para guarnecer estacionamento representa um desvirtuamento de objetivos.

Não são poucos os exemplos com os quais convivemos diariamente e que revelam a preocupação de entidades e empreendimentos em preservar as suas atividades fins. Com a delegação a terceiros de estacionamentos, caracterizados como atividade meio, seja no shopping center, no cinema, supermercado, em parque de diversão, teatros, empresas e até mesmo em hospitais o estacionamento é cobrado.

A cobrança decorre do ônus imposto pela lei. A direção do Internacional vem se caracterizando pela sua capacidade de diálogo e flexibilidade, admitindo, sempre que razoáveis ponderações contrárias e que autorizem a flexibilização de procedimentos. No caso do pagamento de estacionamento no Parque Gigante, verificamos muito mais uma contrariedade, que seria natural e própria do contraditório, mas o visível desejo por parte de alguns associados de transformarem uma aparente reivindicação em bandeira eleitoral. Tanto assim que um ex-conselheiro do clube tem revelado a sua contrariedade e cobrou dano no seu veículo estacionado no Parque Gigante.

O cliente do restaurante localizado no Parque Gigante não paga estacionamento. Em dias de jogos, o torcedor somente pagará estacionamento se for ao jogo e não ir ao restaurante. O valor pago é integralmente repassado ao Parque Gigante. Cujos valores são: sócios do Parque Gigante R$ 5 e Não-sócios do Parque Gigante R$ 10.

Celso Chamun
Vice-presidente do Parque Gigante


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