30/07/2018

#DAle10Anos: ídolo colorado fecha uma década de Inter

Há exatos 10 anos, desembarcava em Porto Alegre um tal de Andrés Nicolás D'Alessandro. Na época, muitas eram as expectativas sobre aquele talentoso meia argentino e o que ele poderia fazer no Inter. Porém, poucos imaginavam o que estaria por vir. Mais do que títulos, liderança e idolatria, o craque criou uma bonita história dentro do Clube do Povo e solidificou um laço forte com a capital gaúcha, onde estabeleceu a sua família. Hoje, não há como pensar no Inter dos últimos 10 anos sem lembrar deste argentino de personalidade forte, que segue fazendo história com a camisa vermelha.

Confira 10 motivos para reverenciar o craque nesta data:

1 - Começo emblemático

A primeira partida foi no dia 13 de agosto de 2008, e não poderia ser outra. Um Gre-Nal, o de número 371 da história. Ainda não carregava o número 10 às costas e, sim, o 15, usado em exibições pela seleção argentina. E nada mais emblemático do que um clássico. Este acabou empatado em 1 a 1, no Beira-Rio, pela fase classificatória da Copa Sul-Americana, da qual o Colorado eliminou o rival e abriu o caminho para a taça. O título teve participação decisiva do meia, que encaixou como uma luva e rapidamente se tornou o maestro da equipe.

2 - A arte do La Boba

Parece simples, mas até hoje os adversários não desvendaram o mistério do La Boba, seu mais tradicional drible. O lance normalmente acontece na linha de fundo, no duelo de um contra um, e o estádio inteiro levanta para assistir a jogada de pé. O craque pisa na bola, puxa ela para trás e dá outro toque para frente, no contrapé do marcador adversário, que perde a passada e inevitavelmente cai no tango do argentino. A jogada é uma marca registrada do camisa 10.

3 - Homem Gre-Nal

Considerado o clássico de maior rivalidade do Brasil, o Gre-Nal não é para qualquer um. Há quem diga que, mais do que técnica, é necessário ter personalidade. E isso o D'Ale também tem de sobra. Acostumado a se destacar em clássicos quentes entre River Plate e Boca Juniors, o argentino demonstrou ter apreço pelos grandes jogos também no Brasil, assumindo o protagonismo do jogo naturalmente. Foram diversas taças conquistadas sobre o maior rival, além de vitórias em jogos decisivos. Ao todo, foram oito gols anotados no clássico.

4 - Coleção de faixas

A foto acima simboliza bem uma cena que se repetiu muitas vezes nesta década. Ao todo, foram 12 títulos conquistados defendendo o manto colorado. Além, é claro, de diversas outras conquistas individuais, como o prêmio de Melhor Jogador das Américas (Jornal El País), em 2010, e de Melhor Estrangeiro do Brasil (EFE), em 2013. Confira a lista de taças:

Copa Libertadores: 2010
Recopa: 2011
Copa Sul-Americana: 2008
Gauchão: 2009, 2011, 2012, 2013, 2014 e 2015
Recopa Gaúcha: 2016 e 2017
Suruga Cup: 2009

5 - D'Alessandrismo

Completar 10 anos em um mesmo clube não á para qualquer jogador. Além do talento para manejar a pelota, o gringo esbanja carisma. O seu rosto está presente em bandeiras, faixas, bumbos e até tatuagens. E não são poucas. Recentemente, o Inter fez uma ação para celebrar o aniversário do ídolo com dezenas de crianças que são batizadas com o seu nome.

6 - Segunda pele

D'Alessandro vestiu a camisa colorada como poucos. Literalmente. Ao todo, foram 411 vezes. O número coloca o argentino como o sexto jogador com mais atuações na história do Clube, ultrapassando o histórico goleiro Gainete recentemente. Veja abaixo os jogadores com mais partidas pelo Colorado:

1º) Valdomiro - 803
2º) Bibiano Pontes - 523
3º) Dorinho - 460
4º) Luiz Carlos Winck - 453
5º) Claudiomiro - 420
6º) D'Alessandro - 411
7º) Gainete - 410
8º) Mauro Galvão - 393
9º) Índio - 391
10º) Falcão e Carlitos - 387

7 - Craque fora de campo

Além das jogadas geniais dentro de campo, D'Alessandro também marca seus golaços fora das quatro linhas. O evento Lance de Craque, em especial, tomou uma grande proporção ao reunir estrelas do futebol mundial em uma partida amistosa de final de ano no Beira-Rio. A renda é toda revertida para auxiliar entidades carentes e já contou com quatro edições até aqui, arrecadando milhões para quem mais precisa. 

8 - Cidadão de Porto Alegre

Após tantos anos no Clube do Povo, os laços criados vão além das fronteiras do Beira-Rio. D'Alessandro é literalmente um cidadão porto-alegrense desde 2015, quando recebeu a honraria de Cidadão Honorário de Porto Alegre pelos feitos dentro e fora de campo. Como se não bastasse, Gonzalo, seu terceiro filho, nasceu "brasileiro, gaúcho e colorado", nas próprias palavras do craque, que fez questão de registrá-lo por aqui.

9 - O Retorno

Após ser emprestado ao time em que foi revelado, o River Plate, durante 2016, D'Alessandro voltou ao Beira-Rio já no início do ano seguinte, justamente em um temporada que prometia ser dura, pois o Inter tinha pela frente a Série B do Brasileirão. Como era esperado, o meio-campista mostrou o seu comprometimento com o Clube do Povo e foi um dos principais personagens na campanha de retorno à elite do futebol brasileiro.

10 - Nascido para jogar no Inter

Depois de sair da Argentina, D'Ale teve a oportunidade de atuar em diferentes países, como Alemanha, Espanha e Inglaterra. Porém, o seu destino parece ter sido traçado para chegar em Porto Alegre, no auge de sua carreira, e encontrar o Internacional. O jogador tem o DNA colorado em suas veias, em uma receita perfeita de técnica e raça que faz o torcedor sentir-se representado dentro de campo. Mesmo quando está impossibilitado de atuar, o jogador faz questão de ficar junto com os companheiros e oferecer a sua experiência e incentivo, servindo de exemplo e referência para os mais jovens.


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