28/04/2018

Inter x Cruzeiro: relembre os grandes confrontos

Figueroa (E) e Piazza (D), os xerifes de equipes históricas de Internacional e Cruzeiro

Hoje é dia de decisão! Inter e Cruzeiro se enfrentam nos últimos 90 minutos das semifinais da Copa do Brasil, escrevendo mais um capítulo na história deste grande clássico do futebol brasileiro. Frente à frente, o Colorado e a Raposa protagonizaram confrontos épicos que jamais serão esquecidos por quem os viveu, e sempre serão lembrados por aqueles que já ouviram falar. De um lado, craques como Carpegiani, Valdomiro, Figueroa e Falcão. De outro, Nelinho, Dirceu Lopes, Jairzinho e Piazza. Como esquecer o gol iluminado da primeira estrela vermelha? Relembre os grande momentos da rica história desse duelo de gigantes.

> Virada nos minutos finais (1972)

Um dos primeiros grandes duelos entre Inter e Cruzeiro ocorreu no início da década de 70, em um prelúdio do que o Brasil presenciaria mais tarde. O jogo, válido pela segunda fase do Campeonato Brasileiro de 1972, ficou marcado como um dos mais emocionantes da história do Beira-Rio.

Sob a batuta do craque Dirceu Lopes, o Cruzeiro dava trabalho dentro de um Gigante completamente lotado. Porém, depois de ficar atrás no placar por duas vezes, o Colorado mostrou talento e raça para arrancar a vitória de virada nos instantes finais. A nota triste ficou por conta de dois torcedores colorados que passaram mal durante a reta final de jogo e acabaram falecendo a caminho do hospital. O time treinado por Dino Sani, embrião do que seria tricampeão nacional alguns anos depois, ficou com a terceira colocação daquele campeonato.

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Data: 10/12/1972
Inter (3): Schneider; Cláudio Duarte, Figueroa, Bibiano Pontes e Jorge Andrade; Carbone (Tovar) e Carpegiani; Valdomiro, Claudiomiro, Volmir e Bráulio (Escurinho). Técnico: Dino Sani.
Cruzeiro (2): Raul; Pedro Paulo, Darci Menezes, Fontana (Misael) e Vanderlei; Piazza e Zé Carlos; Eduardo Amorim (Baiano), Dirceu Lopes, Roberto Batata e Lima. Técnico: Hilton Chaves
Gols: Claudiomiro, Escurinho e Valdomiro (I); Dirceu Lopes 2x (C).

> O gol iluminado (1975)

Figueroa sobe alto para bordar a primeira estrela colorada

Existem momentos que marcam como um divisor de águas a história de um clube. Sem dúvidas, o dia 14 de dezembro de 1975 representou isso e muito mais para o Internacional. O público, superior às 80 mil pessoas, dava o tom da missão em um Beira-Rio efervescente, e o time treinado por Rubens Minelli estava pronto para dar um passo à frente e deixar de bater na trave em competições nacionais.

As escalações da finalíssima de 1975

Porém, o adversário não facilitou nem um pouco a vida colorada. Pelo contrário, Nelinho e companhia deram muito trabalho para o goleiro Manga e seus defensores. Mas foi justamente um jogador de defesa o herói que brilhou para assinar seu nome na galeria de ídolos colorados eternamente. Estamos falando sobre o inesquecível gol iluminado de Dom Elias Figueroa, que saltou sob um solitário facho de luz no gramado e testou firme para as redes de Raul. Momento épico. Era o primeiro título brasileiro do Inter, colocando o Rio Grande do Sul, de uma vez por todas, no mapa do futebol brasileiro.


Caçapava e todo seu vigor na meia cancha colorada


Manga voa para impedir chute de Nelinho


Capitão colorado levanta a taça do Campeonato Brasileiro de 1975


Defesa implacável: Figueroa e Manga alcançam a glória nacional

Data: 14/12/1975
Inter (1): Manga; Valdir, Figueroa, Hermínio e Chico Fraga; Caçapava, Falcão e Carpegiani; Valdomiro (Jair), Flávio e Lula. Técnico: Rubens Minelli.
Cruzeiro (0): Raul; Nelinho, Darci Menezes, Morais e Isidoro; Piazza, Zé Carlos e Eduardo (Souza); Roberto Batata (Eli Mendes), Palhinha e Joãozinho. Técnico: Zezé Moreira.
Gol: Figueroa (I).

> Revanche mineira (1976)

Com dois verdadeiros esquadrões em campo, Inter e Cruzeiro não demoraram para voltar a se encontrar em um jogo decisivo. Alguns meses após a conquista vermelha, gaúchos e mineiros duelavam no mesmo grupo da Copa Libertadores da América. Ávido por dar o troco, o time de Minas agora tinha o reforço de ninguém menos do que Jairzinho, o furacão da Copa do Mundo de 1970. O Colorado mantinha uma equipe forte e o resultado disso foi um jogo absolutamente eletrizante, com direito a nove gols. Desta vez, a vitória ficou com os mineiros (5x4), que acabaram campeões daquela edição do torneio.

Data: 07/03/1976
Cruzeiro (5): Raul; Nelinho, Moraes, Darci e Vanderlei; Zé Carlos e Eduardo; Roberto Batata (Isidoro), Jairzinho, Palhinha e Joãozinho. Técnico: Zezé Moreira
Internacional (4): Manga; Cláudio (Valdir), Figueroa, Hermínio e Vacaria; Caçapava, Falcão e Escurinho; Valdomiro, Flávio (Ramon) e Lula. Técnico: Rubens Minelli
Gols: Palhinha 2x, Joãozinho 2x e Nelinho (C); Lula, Valdomiro, Zé Carlos contra e Ramon (I).

> Falcão e Valdmiro brilham no Mineirão (1979)

O Saci e a Raposa tiveram novo encontro memorável durante a campanha do título invicto colorado, em 1979. A partida ocorreu no Mineirão, pela terceira fase do campeonato, a última antes das semifinais. O Colorado vinha embalado e encantava o Brasil com um futebol envolvente, enquanto o Cruzeiro ainda contava com algumas das estrelas que conquistaram a América poucos anos antes.


Com direito a belos gols de Falcão, desferindo um chute certeiro no ar, e Valdomiro, em um indefensável canhotaço, o Internacional saiu vencedor pelo placar de 3 a 2, encaminhando vaga na semifinal contra o Palmeiras. Depois disso, o time treinado por Ênio Andrade venceria o Vasco da Gama duas vezes para consagrar o único título invicto até hoje do Brasileirão.

Paulo Roberto Falcão em confronto com o Cruzeiro

Data: 04/12/1979
Cruzeiro (2): Luis Antonio; Nelinho (Mundinho), Zezinho, Marquinhos e Mariano; Nélio, Alexandre e Mauro Madureira; Eduardo, Roberto César (Tião) e Joãozinho. Treinador: Hilton Chaves
Internacional (3): Benitez; João Carlos, Mauro Pastor, Mauro Galvão e Cláudio Mineiro; Batista, Falcão e Jair; Valdomiro (Chico Espina), Bira e Mário Sérgio. Técnico: Ênio Andrade
Gols: Joãozinho e Alexandre (C); Falcão, Zezinho contra e Valdomiro.

> A cabeçada de Amarildo (1987)

Oito anos mais tarde, Inter e Cruzeiro voltavam ao centro das atenções do futebol brasileiro. Desta vez, em semifinal da Copa União. O Atlético-MG decidia a outra vaga contra o Flamengo e a expectativa em Belo Horizonte era de uma final mineira. Depois de um 0 a 0 no Beira-Rio, o jogo de volta parecia ter o mesmo destino, até a bola encontrar a cabeça de Amarildo, fulminante, na prorrogação: 1 a 0 para o Inter. A pressão cruzeirense foi grande até o apito final, mas o Colorado também contou com exímia atuação do goleiro Taffarel, assim garantindo a classificação para decisão contra o Flamengo.

Data: 03/12/1987
Cruzeiro (0): Gomes; Balu, Vilmar, Gilmar Francisco e Genílson; Ademir (Édson), Douglas e Eduardo (Ernâni); Gil, Cláudio Adão e Careca. Técnico: Jair Pereira.
Internacional (1): Taffarel, Luiz Carlos Winck, Aloísio, Nenê e Paulo Roberto; Norberto (Marquinhos), Aírton e Luís Fernando Flores; Paulinho, Amarildo (Manu) e Brites. Técnico: Ênio Andrade.
Gol: Amarildo (I).



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