28/01/2017

Antes da estreia na temporada, Zago fala com exclusividade

Aos 47 anos, Antonio Carlos Zago estava no seu melhor momento na carreira de técnico: subiu para a Série B com o Juventude depois de uma boa campanha na Copa do Brasil – eliminando o São Paulo – e o vice-campeonato gaúcho, deixando para trás o Grêmio na Arena. Foi contratado para o que é, nas suas palavras, o maior desafio da sua carreira: levar o Inter de volta à Série A do Campeonato Brasileiro.

Antes da estreia do Inter na temporada 2017, o treinador falou com exclusividade à mídia do Clube. 

Como é a sua metodologia de treino?

Em dezembro, programei toda a pré-temporada: tenho a maioria dos treinos programados com duas semanas de antecedência. Gosto de envolver todos, escutar as pessoas do clube, mas no final a gente decide sempre o que é melhor para o clube.

E o trabalho com o restante da comissão? Você trouxe o Galeano e o preparador físico, Carlos Pacheco. Como funciona o trabalho em conjunto?

Não só com o Galeano e o Pacheco, mas com o Odair, com o Maurício, com o Deive, com as pessoas que fazem parte do dia a dia. Sempre é importante você ter informações na mão, saber sobre o adversário, organizar os treinamentos em conjunto. Meu trabalho é assim, eu gosto da participação de todos.


Treinador e comissão acompanharam de perto o jogo-treino em Viamão

A temporada que você fez com o Juventude, por toda a sua trajetória, culminou com o melhor momento da sua carreira (subindo para a Série B). Agora, ela encontra o momento mais difícil da história do Inter. Como você acha que pode ajudar o clube?

Eu estou no início do meu recomeço como treinador. Falar que eu serei um grande treinador é difícil, ainda vou trabalhar bastante e isso decorre de tudo que eu fizer na carreira. Hoje, eu me sinto preparado para encarar esse desafio que, na minha opinião, vai ser o mais importante na minha carreira até hoje. O Inter é uma grande equipe, não merecia ter caído para a Série B, mas eu acho que temos que partir do princípio que essa é a nossa realidade hoje. Temos que montar um time forte, um time de Série A disputando a Série B, para que as coisas possam sair da melhor maneira possível.

Que perfil de jogador você quer para o Inter?

Lá no Juventude – e durante toda a minha carreira, - eu sempre gostei de uma mescla. Prospectar jogadores jovens, porque gosto de trabalhar com a base – essa é a política do Inter também – mas com três, quatro jogadores experientes e líderes. No futebol, você não tem um líder só, mas dois, três, que conversam e procuram agregar algo que talvez venha a faltar no dia a dia, na questão de motivação, comprometimento com os jogadores, cobrar intensidade no treinamento – às vezes isso parte do próprio jogador. Espero que os jogadores, aqueles que permaneçam e que a gente vai contratar tenham esse perfil.

Sobre as questões táticas, de campo, quais aspectos você quer inserir na equipe?

Não me prendo muito a esquemas. É importante ter uma compactação dentro de campo, de todos os setores, com transição rápida na fase ofensiva e que se reagrupe o mais rápido possível na fase defensiva. Para que a equipe consiga fazer isso no jogo, tem os trabalhos durante a semana. Se os jogadores pegarem o mais rápido possível, vamos queimar algumas etapas.


Zago terá neste domingo (29/01), contra o Veranópolis, o primeiro desafio no comando colorado

Como a sua família encarou esse novo desafio?

Eu sou separado, tenho três filhos. Tenho uma filha de 27 anos (Natália) que está grávida, vou ser avô agora em junho. Ela é minha filha do primeiro casamento. Também tenho uma filha de 19 (Giovanna), que mora em São Paulo, e um menino (Giancarlo) de 17 anos, que joga no Juventude, está no juvenil do clube. Vai ficar morando em Caxias do Sul. Eu não sou casado, mas vivo com uma mulher que está grávida, vou ser pai agora em fevereiro. Então, vou ser pai e avô ao mesmo tempo (risos). E já está bom demais!

Quando está de folga, assiste a jogos de futebol ou prefere aproveitar para se desligar?

Eu gosto muito de ir ao cinema e ver filmes em casa, mas não tem como se desligar do futebol, né. Não tem jeito, quanto mais eu assistir a jogos, mais enriqueço meu currículo e aprendizado. Dentro de casa, todos já estão acostumados ao futebol e à minha rotina de assistir a jogos em casa.

O que o torcedor do Inter pode esperar do Antonio Carlos Zago nesta temporada?

Liderança, que sempre marcou a minha carreira; trabalho, pois sou o primeiro a chegar e o último a sair, ainda mais com todas as condições que temos no Internacional. Fazer com que o torcedor tenha prazer e mais vontade de vir ao campo ver o Inter jogar. Espero que o Inter voltar a praticar aquilo que faz parte da sua história: um time que joga bonito, que atua com toque de bola. Essa é a imagem que eu tenho do clube, na minha carreira. Sou também um cara simples, tranquilo, que gosta de conversar, dou atenção a todos. Essa é a minha característica.

*Confira a entrevista completa na próxima edição da Revista do Inter 

 


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