18/08/2015

Há cinco anos, Bi da América

Bolivar ergue a taça do bicampeonato

O ano era 2010, mas parecia 2006 onde quatro anos antes, o Inter havia se tornado o melhor time da América e posteriormente do Mundo. Após o ano do seu centenário passar com a conquista do título gaúcho e o vice em todas as competições restantes (Recopa Sul-Americana, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil), chegava o ano de 2010. Na cabeça dos torcedores colorados, parecia um filme repetido: ano de Copa do Mundo com parada em meio a Libertadores, time uruguaio no grupo colorado e, infelizmente, Inter ficando pelo caminho no Gauchão. As coincidências se acumulavam. Então mais um motivo para torcer que o final fosse feliz novamente.

Grupo bicampeão da América

O técnico colorado para o início da temporada era Jorge Fossati, uruguaio, conhecedor do futebol sul-americano. Contudo, apesar dos resultados, o técnico uruguaio passava por contestações. No torneio regional, o título não veio. Na Libertadores, classificação para a segunda fase suada com três vitórias no Beira-Rio e três empates longe de casa. A sequência não seria diferente. Nas oitavas-de-final contra o Banfield, da Argentina, derrota fora de casa e vitória em casa com classificação pelo saldo qualificado. Da mesma forma, nas quartas-de-final o time passou vencendo em casa o primeiro jogo contra o Estudiantes (campeão da Libertadores em 2009) e com derrota na Argentina com direito a gol nos últimos minutos do jogo e briga generalizada ao final da partida.


Guiñazu disputa bola com Verón nas quartas de final

Eis que surge a parada para a Copa do Mundo. E alguns ingredientes foram acrescentados. Devido à insatisfação com o rendimento do time e na expectativa de que ele rendesse mais do que vinha rendendo, Fossati foi demitido. Para o seu lugar foi chamado o já conhecido Celso Roth. Juntamente com certa descrença, surgiu a esperança de que o time se aprumasse durante a parada, afinal restavam somente quatro partidas para chegar à taça. Ainda viriam mais coincidências: Tinga e Rafael Sóbis, ídolos eternos presentes no título de 2006, foram repatriados em meio à parada para a Copa; e o adversário da semifinal fora mais um velho conhecido: o São Paulo, adversário do Inter na final da Copa Libertadores de 2006.

Alecsandro comemora o gol que colocou o Inter na final

As coincidências eram sempre exaltadas pelos colorados na esperança de levar mais uma vez ao título. E outra vez o Inter passaria de fase no sufoco: com uma vitória por um a zero no Beira-Rio e uma derrota por dois a um em São Paulo, mais uma vez valendo-se do gol marcado fora de casa e, assim como em 2006, com o volante Tinga expulso na segunda partida, tal qual ocorreu na final de 2006. Na final, duas vitórias de virada sobre o Chivas Guadalajara do México, que coincidentemente foi adversário do São Paulo na semifinal de 2006, com direito a gol de Sóbis e corrida ao redor do campo com bandeirão, como havia ocorrido no primeiro título. O Inter era, pela segunda vez, campeão da Copa Libertadores da América. Um título que consolidou o Inter como o principal clube brasileiro no novo século.

D'Alessandro foi essencial na conquista do bicampeonato 

 Autoria: Cesar Marcelo Caramês da Silva


Outras notícias
Loja Virtual