17/11/2014

Profissionais da base participam de qualificação na Universidade do Futebol


Psicóloga Evanea Scopel navega no curso online

Com o objetivo de qualificar o processo de formação dos atletas do Celeiro de Ases, cinco profissionais das categorias de base do Inter ingressaram em um curso da Universidade do Futebol. Trata-se do "Educar pelo Futebol: Meu Time é Nota 10", curso que visa capacitar os gestores para conscientizar a garotada em relação aos riscos e oportunidades da profissão.

O curso, lançado em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), é oferecido gratuitamente a clubes de Futebol da Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro e que trabalham na formação profissional de crianças e adolescentes através das categorias de base. Representando o Colorado na primeira turma de qualificação online estão o coordenador metodológico Ademir Calovi, o coordenador técnico Luis Fernando Ortiz, a psicologa Evanea Scopel, o treinador do Grupo Especial Sub-12 Rafael Bertei e o treinador do Projeto Aprimorar Wilson Souza

Sobre o curso

O UNICEF e a Universidade do Futebol, com o apoio estratégico da Fundação FC Barcelona, lançaram no mês de outubro o programa de capacitação "Educar pelo Futebol – Meu time é nota 10". O programa tem como objetivo transformar o futebol, um dos maiores símbolos da cultura brasileira, em ferramenta para o desenvolvimento e proteção de crianças e jovens de todo o País que buscam a profissionalização no esporte. A metodologia do programa, que se utiliza de uma plataforma de ensino on-line, oferece a possibilidade de compreensão e discussão sobre os riscos e as oportunidades presentes no dia a dia de meninos e meninas quando dentro das dependências dos clubes, escolinhas e projetos sociais, dentre outras instituições.

Hoje, as oportunidades e os riscos a que estão expostos adolescentes e crianças que desejam ser jogadores profissionais de futebol são muitos. Riscos como a profissionalização precoce, exploração e abuso sexual, afastamento do ensino regular, além de muitos outros. Para Gary Stahl, representante do UNICEF no Brasil, a responsabilidade das instituições envolvidas é grande: "Antes de tudo, clubes e escolinhas que preparam crianças e adolescentes para uma carreira profissional estão trabalhando com o sonho desses meninos e meninas. Entretanto, apenas um em cada 3 mil realizarão esse sonho", afirmou ele. "Os clubes e escolinhas têm a oportunidade e o dever de deixar para essas crianças e jovens um legado que se manifeste para além das quadras de futebol. Isso só pode ocorrer se os clubes entenderem as necessidades e o direito da infância", finalizou Gary.


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