04/10/2005

CINCO CLUBES DECIDEM RECORRER DE DECISÃO DO STJD

Os dirigentes de Inter, Cruzeiro, Santos, Figueirense e Ponte Preta estiveram reunidos nesta terça-feira na sede do Clube dos 13, em São Paulo, para decidir qual posição tomar quanto à anulação dos jogos que envolvem as equipes pelo Brasileirão. Um representante do São Paulo também esteve presente no encontro, mas optou por não assinar o documento para recorrer da decisão do presidente do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), Luiz Zveiter, de anular todas as onze partidas apitadas pelo árbitro Edílson Pereira de Carvalho.

O grupo de dirigentes quer que o STJD analise os jogos um a um para saber se houve interferência do árbitro nos resultados ou não antes de anular os mesmos. Entre os jogos anulados, está a vitória do Inter sobre o Coritiba por 3 a 2. Com isso, o clube perdeu a liderança para o Corinthians, antes do confronto contra o Fluminense. A decisão de Zveiter é uma medida cautelar, ou seja, não é definitiva. "Não concordamos com a decisão, pois não contempla a análise jogo a jogo. A lei é clara em dizer que não basta o árbitro querer anular o resultado, mas precisa conseguir obter êxito", lembrou o presidente do Inter, Fernando Carvalho, em entrevista ao canal SporTV.

A negativa de acesso aos autos do processo ao diretor jurídico do Inter Daniel Cravo de Souza, nesta segunda-feira, no STJD, no Rio de Janeiro, configura violação direta do art. 35, parágrafo único, do Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/2003), que estabelece que "não correm em segredo de justiça os processos em curso perante a justiça desportiva", havendo expressa previsão, no artigo 36 da mesma lei no sentido de que "são nulas as decisões proferidas que não observarem o disposto nos arts. 34 e 35".

"Na polícia, estão obtendo provas de forma sigilosa. Temos que analisar o processo que nós estamos envolvidos. O Estatuto do Torcedor diz que essas provas têm que ser públicas. Onde estão essas provas?", questionou Carvalho. "Não vamos entrar na Justiça comum. Respeitamos as esferas da Justiça desportiva. Como é uma decisão provisória e não nos agrada da forma como foi contemplada, então estamos procurando os meios legais. Queremos o direito de apresentar nossa defesa", concluiu.


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