13/04/2014

Personagens de mais um título gaúcho do Inter

É inegável que a força coletiva, o empenho de cada um dos jogadores que compõem o grupo, foi decisiva para que mais uma vez a taça do Gauchão viesse para o Beira-Rio. Mas alguns personagens se destacaram na campanha do tetracampeonato. Confira!

Garotada 100%


Inter Sub-23 cumpriu seu papel com excelência na largada do Gauchão

O Celeiro de Ases não leva sua fama à toa. A melhor categoria de base do Brasil deu mais uma demonstração da sua capacidade no início deste Campeonato Gaúcho. Representando o grupo principal nas três primeiras rodadas do torneio, a garotada soube aproveitar a oportunidade e mostrou serviço. Aliás, foi a melhor arrancada colorada no Estadual em muitos anos. Sob o comando de Clemer, o Inter Sub-23 venceu São Luiz, Passo Fundo e Novo Hamburgo, fazendo 100% de aproveitamento e passando o bastão com larga vantagem para os titulares.

O Abelão voltou!

Ele tem o "toque de midas". A incrível capacidade de tirar tudo de cada atleta é um dos grandes trunfos de Abelão. Seu estilo paizão e vibrante, mesclado com seu alto conhecimento tático, o tornam um dos principais treinadores da história do Clube.


Comandante Abel está de volta à casamata colorada

De volta ao Inter, o técnico que deu os maiores títulos aos colorados veio ainda mais sedento por glórias. Além de ter dado um padrão tático ao time, sua maior vitória em 2014 foi a recuperação de atletas que estavam com a confiança em baixa. Hoje, jogadores que eram contestados até o ano passado viraram unanimidade sob a batuta do histórico treinador. Como já diz a música entoada pela torcida, "O Abelão voltou!".

Homem-gol em dose dupla


Rafael Moura foi decisivo na campanha do tetra

Definitivamente, o Internacional está bem servido de centroavantes. Seja com a camisa 11, de Rafael Moura, ou com a camisa 9, de Wellington Paulista, a possibilidade de gol é iminente quando o "homem de área" colorado está em campo. 

Eles foram decisivos, principalmente, nos jogos eliminatórios. Diante do Cruzeiro-POA, nas quartas de final, Wellington marcou um golaço de fora da área que fechou a vitória por 3 a 1. Dias depois, na semifinal, o camisa 9 guardou dois no Caxias e foi o destaque da classificação à final. No primeiro duelo da decisão, foi a vez de Rafael Moura brilhar. Com duas cabeçadas fulminantes, He-Man levou a torcida ao delírio e comandou a virada colorada dentro da Arena. No segundo clássico decisivo, teve participação direta no primeiro gol anotado por D'Alessandro.


Wellington Paulista comemora e faz homenagem ao colega Rafael Moura

Ao mesmo tempo, a relação entre os dois é das mais saudáveis. A parceria pôde ser notada na homenagem que Wellington fez a Rafael após marcar diante do Cruzeiro, quando o camisa 11 acabou ficando de fora da partida em função de uma lesão no joelho. O centroavante imitou a comemoração do colega, levantando uma espada imaginária, assim como faz He-Man: "É uma disputa muito sadia. O Rafael é um grande jogador, uma pessoa muito boa. Os dois estão fazendo gols. O Abel disse no começo o ano que colocaria o Rafael, que confiava nele. Mas também está me passando esta confiança", destaca.

O camisa 6


Fabrício foi um dos destaques na campanha colorada

Voluntarioso e goleador. No Brasil, poucos camisa 6 fazem tanto a diferença como Fabrício. Além de defender com qualidade, o lateral-esquerdo utiliza seu vigor físico e técnica apurada para servir como uma espécie de arma secreta colorada durante os jogos. Quando ele vai à frente, o perigo é certo para o goleiro adversário.

Além disso, Fabrício já criou a sina de crescer de produção diante do maior rival. Na primeira fase do Estadual marcou, de cabeça, um gol praticamente idêntico ao que havia feito em 2013 no clássico. No primeiro duelo da decisão deste ano, fez um cruzamento magistral para Rafael Moura virar o Gre-Nal na Arena. Também já havia marcado duas vezes em um só jogo contra o Caxias e outra diante do Cruzeiro-POA, na estreia dos titulares na competição.

Talento chileno

Quem disse que volante não pode ter qualidade técnica? Charles Aránguiz é a prova viva de que é possível atacar e defender com a mesma intensidade. O meio-campista chileno chegou no início do ano para reforçar o Colorado e a resposta foi imediata. Foi o líder de assistências ao lado de Alex, ambos com quatro passes que resultaram em gols.


Charles Aránguiz encaixou como uma luva no Inter

Seu nome é o mais narrado nas transmissões, exatamente pela sua movimentação incessante que o faz quase que onipresente em campo. Atuando como um típico volante moderno, "Príncipe Charles", como é conhecido no Chile, chegou com a benção do eterno ídolo Elias Figueroa, seu conterrâneo, e deu equilíbrio à meia-cancha vermelha. Inclusive, fica difícil apontar alguma partida em que o camisa 20 não tenha se destacado. Com todos esses atributos, como não cair nas graças do torcedor?

D'Ale, o maestro do meio-campo

Em mais uma história de título, D'Alessandro foi o diferencial no meio-campo colorado. Jogador referencial do time, o capitão brilhou em momentos decisivos. Segurou o jogo, fez a bola girar, liderou e orquestrou a equipe. No Gre-Nal da finalíssima, ainda anotou o primeiro gol, o seu oitavo na história do clássico. Ao ser substituído, foi ovacionado em pé por toda a torcida.


D'Alessandro foi mais uma vez fundamental no meio-campo colorado

Alex renovado

O meia retornou ao Inter no ano passado e agora, em 2014, reencontrou a sua melhor forma. Jogador extremamente técnico e experiente, Alex foi importante nos jogos decisivos. Nos Gre-Nais das finais, fez assistência e marcou gols. Chegou aos 200 jogos pelo Inter justamente na finalíssima do Gauchão.

Alex mostrou toda a sua qualidade em momentos decisivos do Gauchão


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