04/04/2014

Inter e Peñarol reeditam duelo de 45 anos atrás

Quando a bola rolar para a partida entre Inter e Peñarol, neste domingo (06/04), às 16h, o Gigante estará oficialmente de volta à ativa. Porém, o duelo amistoso também representa uma viagem no tempo, mais precisamente ao dia 13 de abril de 1969, quando o time uruguaio visitou Porto Alegre para participar do torneio de inauguração do Beira-Rio. 45 anos depois, o clube do século XX retorna à capital gaúcha para enfrentar o clube do século XXI, desta vez, marcando a reinauguração do templo colorado.

Naquela ocasião, a atuação colorada superou todas as expectativas e a equipe treinada por Daltro Menezes aplicou uma goleada pelo placar de 4 a 0. O placar surpreendeu. O Peñarol era o grande "bicho-papão" daquela época e seu currículo já contabilizava três títulos da Copa Libertadores (uma delas invicto) e dois da Copa Intercontinental. A base do time era a mesma que havia ganho a América e o Mundo em 1966, o bicampeonato uruguaio invicto (1967 e 1968) e contava com diversos jogadores lendários que defenderam também a Seleção do Uruguai na Copa do Mundo de 1966 e depois na de 1970. Na equipe figuravam nomes como o goleiro Mazurkievcs, o lateral-direito Pablo Forlán (pai de Diego, ex-Inter), o centromédio Pedro Rocha e o goleador Alberto Spencer.


Figueroa quando ainda defendia o Peñarol

Além deles, na defesa "carbonera" havia um zagueiro que se tornaria uma verdadeira lenda colorada. Ninguém mais ninguém menos do que Elias Figueroa usava a camisa 3 do Peñarol na época. Don Elias já era um jogador de expressão e, um ano depois, seria contratado pelo Inter, marcando toda uma geração e empilhando taças no Beira-Rio.

O time colorado, por sua vez, era recheado de garotos ambiciosos e, sobretudo, de muita qualidade e inteligência tática. Destaques como o goleiro Gainete, o zagueiro Bibiano Pontes, o centromédio Dorinho, o ponteiro Valdomiro e muito outros marcaram a memória dos torcedores alvirrubros. Na referência do ataque havia um jovem centroavante de 18 anos que já chamava a atenção pelos chutes potentes e a proteção de bola. Poucos dias antes, Claudiomiro havia garantido seu lugar na história, marcando o primeiro gol do Gigante contra os portugueses do Benfica. Pois na partida diante dos uruguaios “Bigorna” voltou a aprontar. Com dois gols e uma atuação de luxo, o camisa 9 foi um dos responsáveis pela goleada colorada sobre o poderoso Peñarol. Além dele, Sergio e Dorinho também completaram os gols da vitória.


Ingresso para a partida entre Inter e Peñarol, em 1969

Ali iniciava um ciclo de títulos e soberania colorada no Rio Grande do Sul e no Brasil. Começando pelo octacampeonato gaúcho, feito que até hoje não foi superado, e fechando com o tricampeonato brasileiro, dez anos depois. Neste domingo as duas equipes voltam a se enfrentar em um novo e remodelado Beira-Rio. Os próximos anos têm tudo para repetir a história, aumentando ainda mais a senda de vitórias colorada, alavancada pelo ressurgimento do Gigante.

Ficha técnica

Inter (4): Gainete (Schneider); Laurício, Bibiano Pontes, Valmir e Sadi; Tovar e Dorinho; Valdomiro, Sérgio Galocha, Claudiomiro e Gilson Porto (Urruzmendi).

Peñarol (0): Mazurkievcs, Pablo Forlan, Figueroa, Matosa e Caetano; Cortez e Pedro Rocha; Onega, Abbadie, Alberto Spencer e Joya.

Gols: Sérgio, Claudiomiro (2x) e Dorinho.

Data: 13 de abril de 1969

Horário: 16h

Local: Estádio Beira-Rio

Árbitro: José Cavalheiro de Morais


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