13/12/2013

Copa do Brasil: há 21 anos, Célio Silva marcava o gol do título


Élson (com a taça) e Célio Silva vibram com a conquista da Copa do Brasil de 1992

O título da Copa do Brasil conquistado pelo Internacional está completando aniversário nesta sexta-feira. No dia 13 de dezembro de 1992, ou seja, há 21 anos, o time do técnico Antônio Lopes vencia o Fluminense por 1 a 0 no Beira-Rio, com um gol de pênalti anotado pelo zagueiro Célio Silva, e colocava mais uma faixa nacional no peito.

A campanha na Copa do Brasil daquele ano foi emocionante. Depois de atropelar o Corinthians em pleno Pacaembu com uma goleada por 4 a 0, o Inter enfrentou o Grêmio nas quartas-de-finais. O primeiro jogo foi no Olímpico e acabou empatado em 1 a 1. Dentro do Beira-Rio, os dois principais clubes gaúchos fizeram mais um jogo emocionante: novamente 1 a 1, com a decisão indo para os pênaltis. Das arquibancadas, os torcedores mandaram muita fé e confiança para dentro do campo. O resultado não poderia ser outro: Inter 3 a 0 sobre o maior rival. Era só esperar o poderoso Palmeiras!

Nas semifinais, o Internacional foi superior ao Verdão Paulista e conquistou duas vitórias, por 2 a 0 e 2 a 1. Na grande final, o time do técnico Antônio Lopes enfrentou o Fluminense. Os cariocas levaram a primeira partida para o pequeno estádio das Laranjeiras, tentando intimidar o Clube do Povo do Rio Grande do Sul. O tricolor carioca venceu o jogo, mas com um placar para lá de apertado: 2 a 1. Em meio às finais, surgiu uma revelação, o camisa 11 Caíco, de 19 anos, autor de um gol espetacular na partida de ida.


Gol este que deu a vantagem ao Inter de vencer dentro do Estádio Beira-Rio por apenas um gol. E como foi importante. No dia 13 de dezembro, o Beira-Rio lotou para assistir à final. Mais de 50 mil fiéis colorados vibravam nas arquibancadas, empurrando e acreditando no time. Só o gol do título teimava em não sair. Sem perder as esperanças, o time lutou até o final, quando foi recompensado. Aos 41 minutos do segundo tempo, Pinga entrou na área adversária e foi derrubado. Pênalti assinalado pelo árbitro paulista José Aparecido de Oliveira! Era muita emoção! 

O Inter tinha a chance de despachar o Flu e conquistar a Copa do Brasil de 92. E assim foi. O zagueiro Célio Silva ajeitou a bola para a cobrança, tomou distancia e bateu. Um chute forte e rasteiro, no meio do gol do goleiro Jéferson. A massa explodiu nas arquibancadas do Gigante em uma vibração que misturava alívio e alegria. Depois de muita luta, o Internacional era novamente dono do Brasil!


Célio Silva está marcando o gol de pênalti que rendeu o título ao Inter 

Campanha na Copa do Brasil de 1992

1ª Fase 

14/07/1992 - Muniz Freire 1 x 3 Internacional

11/08/1992 - Internacional 5 x 0 Muniz Freire 

Oitavas de final 

09/10/1992 - Corinthians 0 x 4 Internacional

20/10/1992 - Internacional 0 x 0 Corinthians 

Quartas de final

06/11/1992 - Grêmio 1 x 1 Internacional

17/11/1992 - Internacional 1 x 1 Grêmio 

Semifinal 

27/11/1992 - Palmeiras 0 x 2 Internacional

08/12/1992 - Internacional 2 x 1 Palmeiras 

Final 

10/12/1992 - Fluminense 2 x 1 Internacional

13/12/1992 - Internacional 1 x 0 Fluminense 

Perfil do time campeão


Em pé:Fernandez, Célio Silva, Célio Lino, Márcio, Pinga e Daniel.
Agachados: Nando, Elson, Maurício, Gerson e Marquinhos.

Fernandez (goleiro): chamado de Gato Fernandez em virtude da agilidade apurada, o experiente goleiro paraguaio foi seguro durante toda a campanha. Fez valer a máxima de que todo grande time começa com um grande goleiro.

Célio Lino (lateral-direito): lateral dedicado, de boa capacidade de marcação e apoio ofensivo, que evoluiu junto ao time ao longo da trajetória do título. Participou dos dez jogos.

Célio Silva (zagueiro): capitão do time, também disputou todos os jogos. Assumiu a responsabilidade e bateu o pênalti que garantiu o título inédito. Mais tarde, Célio Silva chegou a vestir a camisa da Seleção Brasileira.

Pinga (zagueiro): jogador técnico, formou uma dupla entrosada com Célio Silva. Jorge Brum, mais conhecido como Pinga, sofreu o pênalti na final contra o Fluminense. Atualmente, o ex-defensor trabalha como avaliador técnico no Inter.

Daniel Franco (lateral-esquerdo): formado na base colorada, teve atuações marcadas por muita vitalidade na jornada do título. Daniel segue ligado ao Inter, e nos dias de hoje treina o time Sub-16.

Ricardo (volante): lateral-esquerdo de origem, mostrou ser um jogador polivalente, já que também exerceu as funções de zagueiro e de volante no time campeão de 1992. Esteve em campo em sete jogos.

Elson (volante): participou de todas as partidas. Era incansável na marcação e chegava com qualidade ao ataque, tanto que marcou dois gols.

Marquinhos (meia): era o cérebro da equipe, o organizador do meio-campo e principal responsável por abastecer os atacantes Maurício e Gérson. Fez seis assistências em 10 jogos.

Caíco (meia): aos 18 anos, surgiu com muita qualidade da base colorada e acabou ganhando a vaga do titular Silas. Marcou o emblemático gol contra o Fluminense, nas Laranjeiras, que foi determinante para a conquista da taça. E foi um golaço: Caíco driblou três adversários antes de concluir na saída do goleiro Jefferson.

Maurício (atacante): vestindo a camisa 7, foi um contundente ponteiro-direito que vencia os marcadores na base da velocidade e da força. Marcou dois gols e participou da trama de outros tantos.

Gérson (atacante): artilheiro do torneio, com nove gols marcados em 10 jogos, foi um dos principais responsáveis pelo título. Infelizmente, dois anos depois de brilhar pelo Inter na Copa do Brasil, Gérson faleceu por problemas de saúde.


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