29/12/2012

Guiñazu, o guerreiro colorado

Um dos principais ídolos dos colorados é volante, argentino e um verdadeiro guerreiro em campo. Já ganhou camisa, música, boneco personalizado e fãs de tudo que é tipo (até do reino animal). Pablo Horacio Guiñazu é a cara da torcida e do Inter e a edição de número 81 da Revista do Inter contou um pouco da intimidade e do universo deste verdadeiro super-herói colorado. Leia a reportagem:

Um novo Guiñazu
Ídolo colorado, reconhecido no Brasil, na Argentina e agora indicado como craque das Américas

Volante colorado mantém uma série de troféus em casa

Uma das marcas registradas de Guiñazu foi deixada de lado, o penteado moicano desapareceu em meio ao cabelo que cresceu. “Até 2016 não corto, lá serei o novo Valderrama”, brinca, completando que não há nenhum motivo especial para a mudança. No entanto, a principal característica do argentino não será abandonada enquanto ele estiver em campo, o carrinho. Ao invés de fazer gol, prefere aperfeiçoar a arte de desarmar o jogador adversário com qualidade e lealdade, uma das principais funções de quem é volante. “A minha cabeça tem 23 ou 24 anos. Como meu corpo ainda permite, seguirei jogando e dando meus carrinhos. Tenho vontade, saúde e me sinto maravilhosamente bem. Recuperar a bola também ganha jogo, às vezes damos o passe que origina o gol”, explica Guiñazu, que além de desarmar, teve a maior média de passes certos do Brasileirão 2012 – quase 60 por jogo.

Definitivamente Guiñazu não é um jogador comum, mas, com certeza, a sua simplicidade está nas suas atitudes fora dos gramados. Com a habitual humildade e o indisfarçável sotaque argentino, é ele quem chama o fã de “Ídolo!”, “Fenômeno!” ou “Monstro sagrado!”, contaminando qualquer um com a sua evidente alegria de viver. E, vale destacar, tudo isso com o esforço de falar o bom português em respeito ao povo de onde mora. Dentro de campo, a raça não falta tanto em vitórias quanto em derrotas. A receita do campeão: “Se não for com garra, não vale a pena, ninguém vence! Sou apaixonado por jogar futebol. Mais do que isso, quero ver vocês (colorados!) felizes. Para fazer sucesso, basta trabalhar, trabalhar e trabalhar.” Ah, a dedicação é a mesma em dias de treinos, quando até com as altas temperaturas de verão lá está ele correndo com capa de chuva. “Sou maluco mesmo”, diverte-se.

Existem aquelas pessoas que transcendem o perfil de boa conduta, competência e modelo de cidadão educado. Pablo Horacio Guiñazu é ídolo de torcedores de todas as idades, admirado pelos colegas de trabalho, funcionários do Internacional e até pelos rivais. Um exemplo para os mais jovens, é como um super-herói para as crianças. “Tomara que eu comece a salvar vidas para retribuir este carinho, não é fácil de transmitir a minha alegria por isso tudo”, agradece. Porém, não se engane, símbolo da raça colorada, Guiñazu não pede licença para fazer cara feia a metros de distância do adversário, aproximar-se com a voracidade de um leão e praticamente voar para dar um carrinho perfeito e roubar a bola. Cada carrinho que o volante acerta a torcida colorada vibra como se fosse um gol marcado. “Nunca dou carrinho para machucar. Nos meus primeiros meses de Inter falavam no Brasil que eu era um assassino (risos), hoje me conhecem e sabem que entro do lado para ficar com a bola.”

Desde a chegada de Cholo – apelido de infância – ao Beira-Rio ocorre uma verdadeira e incessante ‘Guiñazumania’ entre os milhões de colorados. O dono da camisa 5 já inspirou a criação de copos com a sua caricatura, ‘Guiñazus’ em miniatura, música, time de futebol com seu nome e muitos animais de estimação mundo afora. A cara de brabo é somente em jogo oficial; fora, é pura simpatia. Tamanho é o bom relacionamento com todos que, nesta reportagem, não poderiam faltar as mais diversas opiniões e histórias sobre o jogador argentino. Inclusive, cinco representantes da torcida puderam fazer as suas perguntas para o ídolo. “Não é sempre que se pode entrevistar um jogador extraterrestre”, avisa Andreas Müller aos demais torcedores em redes sociais, como Twitter e Facebook.


Destaque mundo afora

Aos 34 anos, ‘El Cholo’ Guiñazu vive um momento inédito e positivo na carreira: jamais havia sido tantas vezes convocado para a seleção argentina numa mesma temporada. A garra do colorado caiu nas graças do técnico dos hermanos, Alejandro Sabella, que, inclusive, já colocou o volante canhoto entre os titulares em algumas partidas. “Faltam poucos jogos para acabar as eliminatórias para a Copa do Mundo, quero chegar lá, seria a cereja do bolo para a minha carreira, um orgulho muito grande para a minha família e amigos que sempre me deram força.” Não bastasse isso, no último dia 22 de novembro Guiñazu foi indicado pela primeira vez ao ‘Rei das Américas’, prêmio promovido pelo jornal uruguaio El País que elegerá o melhor jogador do ano e a seleção de 2012 no continente americano. D’Alessandro foi o vencedor da edição de 2010. A 27ª edição terminará no dia 31 de dezembro e terá a participação de mais de 200 jornalistas de vários países. Neste ano, pela primeira vez, uma enquete está disponível no site do El País para votação dos internautas.

Atleta caiu nas graças da torcida, especialmente das crianças

Ídolo eterno

Como prêmio e reconhecimento pelo seu trabalho em campo e fora dele, no início de 2009 Guiñazu recebeu do técnico Tite a braçadeira de capitão do time, em pleno importante ano do Centenário do Internacional. Não bastasse isso, Guina teria neste ano seu maior motivo de orgulho nos mais de cinco anos de Beira-Rio, pois também era temporada em que muitos veículos de imprensa elegiam a seleção do século do Inter. E, numa delas, promovida pelo Grupo RBS em razão do aniversário de cem anos do clássico Gre-Nal, consagrou um time célebre em que Guiñazu está eternizado ao lado de outros ídolos colorados: Manga; Cláudio Duarte, Figueroa, Gamarra e Vacaria; Falcão, Guiñazu, Fernandão e Carpegiani; Valdomiro e Claudiomiro. Quando Cholo recebeu a equipe de reportagem da Revista do Inter em sua casa logo destacou o troféu mais importante exposto na sala de estar, justamente aquele por ser membro do time dos melhores e maiores de cem anos de vida do Inter. “Este é o maior prêmio, estar entre estes monstros da história colorada não é pouca coisa, vou levar até a morte”, afirma ele, preterindo entre outras taças as de melhor volante de duas edições do Campeonato Brasileiro. Após ser perguntado sobre os cinco principais momentos com a camisa alvirrubra, Guiñazu disse que “são todos os cinco anos e meio vestindo o manto sagrado”, entretanto ressalta que se emocionou ao ouvir o torcedor gritar para ele ficar em 2008, quando recebeu proposta de outro clube: “Meu pai e minha mãe estavam no estádio e choraram, não imaginavam a reação da torcida daquele jeito. Graças a Deus que fiquei, construí a minha história aqui e continuo lutando.”

Independente do clima, o volante colorado treina usando uma capa de chuva

Super-herói de capa

Durante os treinos, mesmo no rigoroso verão brasileiro, Guiñazu costuma vestir uma capa de lona que o faz suar intensamente. Segundo ele, quando está sem a capa nos jogos, acaba se sentindo mais leve e com muito mais disposição para enfrentar os adversários. “No início o pessoal (preparadores físicos) fica brabo comigo, mas não tira a capa de mim, sou assim e me ajuda psicologicamente muito”, defende. “Não é à toa que me acham um maluco (risos)”.

Cholo mania

O volante argentino foi o primeiro a ganhar miniatura personalizada dentro de uma série envolvendo craques do presente e do passado colorado. A ação foi ‘pé-quente’, ocorreu pouco antes do segundo jogo da final da Copa Sul-Americana contra o Estudiantes, em 2008. O Inter seria campeão invicto e Guiñazu conquistaria seu primeiro grande título internacional. Com 15cm de altura, o boneco é emborrachado e possui uma base móvel. Seu melhor diferencial está justamente na semelhança com o jogador, fruto da consultoria prestada por um cirurgião plástico durante a confecção do produto.


Jogador virou boneco em coleção de ídolos feita pelo Internacional

Música e camiseta para o peleador

Um dos jogadores mais identificados com o Campeão de Tudo. É sinônimo de raça e total entrega dentro de campo. Não tem jogada perdida para Cholo. Não tem vida mole para o adversário quando ele está por perto. O camisa 5 do Inter é um cão de guarda no meio-campo. Por todas essas virtudes, o volante é uma unanimidade entre os torcedores, um verdadeiro ídolo que é venerado a cada jogo no Beira-Rio. Já virou até tema de música em homenagem da banda Ataque Colorado: “Guerreiro colorado, raça e coração, nada vai fazer ele parar, gladiador dos pampas, fora do normal, ídolo do Internacional”, diz um trecho da canção, que tem como base a melodia da música Fear of the dark, da banda de metal Iron Maiden, e logo foi adotada pela torcida nas arquibancadas do Gigante. “Ele é um guerreiro, uma espécie de Conan, o Bárbaro. Fizemos a música com esta inspiração meio medieval”, conta o músico Kako Kanidia, que ainda presenteou o ídolo com uma camiseta estampando um desenho estilizado do rosto do jogador e a expressão ‘El Cholo Peleador’.

Copos com caricatura
Participando também da série colecionável de copos personalizados com alguns atletas colorados, Guiñazu teve a sua caricatura desenhada pelo conterrâneo Gonza Rodriguez. “Trata-se de um produto inovador, que insere ainda mais o Colorado no cotidiano de nossos fanáticos torcedores e ajuda o Clube em seu processo de diversificação de receitas”, declarou o diretor executivo de marketing, Jorge Avancini. O produto segue à venda no site www.lojadointer.com.br. Já o argentino Gonza Rodriguez fez nova caricatura do Guiñazu para estampar mais uma camiseta do ídolo colorado.

Condecorado pela Brigada Militar

Guiñazu integra desde o último dia 14 de novembro o seleto rol de agraciados pela Brigada Militar. Em solenidade na Academia Militar de Porto Alegre, o atleta do Inter foi condecorado com a Medalha Estrela de Reconhecimento Grau Bronze, por sua representatividade junto à comunidade gaúcha e aos serviços prestados desde que chegou ao Rio Grande do Sul. Com a presença do governador Tarso Genro dentre outras autoridades do Estado, o evento celebrou ainda os 175 anos da instituição. “O respeito que o povo gaúcho tem por mim é algo grandioso e nem sei como agradecer. Isso só me motiva a trabalhar sempre forte, para dar tudo em campo. Posso dizer é que, junto com minha família, serei eternamente grato por esse carinho todo”, garante El Cholo.

 

Cholo, apelido de Guiñazu, virou nome de um time de colorados

Cholo F.C.

O Inter promoveu em 2009 a Copa do Centenário e uma das equipes inscritas para participar do torneio foi a Cholos FC. “Escolhemos este nome pelo espírito guerreiro do Guiñazu, todos nós somos fãs dele”, lembra Theodoro Saibro. “Nesta Copa do Centenário acabamos eliminados na semifinal, mas já disputamos vários campeonatos e jogamos, semanalmente, com este uniforme em homenagem ao Guina. Já temos até três gremistas no time, todos admiradores da conduta do Cholo”, completa. “Para mim é uma honra, um orgulho, isto vai para o caixão comigo”, emociona-se Guiñazu.

De corpo e alma

Os elogios para Guiñazu não param por aí. No departamento de futebol profissional do Inter, a assistente social Patricia Vasconcellos comprova o tamanho do coração do argentino, que utiliza a sua representatividade como ídolo para ajudar quem mais precisa. “O Guina é sempre assim, a mesma pessoa com o time ganhando ou perdendo. Se tu der um oi, ele vai te responder com educação e um sorriso. Além disso, ele gosta de visitar hospitais e levar alegria para as crianças internadas ou parar tudo que está fazendo no Beira-Rio para receber alguma visita especial”, conta a assistente social.

O preparador físico do Internacional Flavio Soares, o Galo, atesta que Guiñazu realmente tem uma capacidade maior de suportar a dor, enquanto outros aguentam menos. “Acima de tudo, ele é um jogador que se cuida, tem um comportamento adequado fora de campo, sem exageros”, explica Galo. “Ele é anormal, o lado mental de sempre querer mais dá força para ele ir além, buscar ultrapassar limites”, resume. Galo recorda também que Cholo foi um dos principais responsáveis pela melhor temporada de Taison no Beira-Rio, quando puxava o garoto para correr mais nos trabalhos da pré-temporada, aumentando os rendimentos físicos posteriormente. Elogiado por Guiñazu, Índio reconhece no volante argentino a importância para o grupo de jogadores. “É um cara positivo, batalhador. Quando a gente cansa, ele nos faz ir mais longe, nos dá confiança. Não podemos perder o ânimo e a coragem, isso nos faz ir adiante, é o que eu e o Guiñazu procuramos passar sempre para os companheiros”, relata o xerife da zaga colorada.

Operários da Andrade Gutierrez aproveitam para posar ao lado do guerreiro colorado

“O Cholo conquista qualquer um, ele se preocupa com quem está ao redor dele, dá bons exemplos, desde o gesto mais simples no dia a dia”, conclui a nutricionista Cintia Carvalho. Para o assessor de imprensa José Evaristo Villalobos, o Nobrinho, “ele parece um super-homem, é um objeto de estudo (risos).” “Lembro que o Guiñazu estava com dores antes da final do Gauchão quando ganhamos do Caxias por 8 a 1, mas quis jogar de qualquer jeito e ainda fez um gol”, completa.

Mundo animal

Guiñazu realmente gosta de saber que os colorados colocam seu nome em animais de estimação, afinal de contas, é um gesto de carinho. “Tenho orgulho quando os torcedores colocam meu nome nos seus cachorros e animais queridos, pois isso mostra o carinho que todos têm por mim”, comemora. Tem até o carneiro Cholo Lôco (foto ao lado), da cidade de Presidente Lucena/RS. Segundo o proprietário José Joaquim Trindade, “tal qual Guiñazu, ele é firme na pegada (já derrubou uns dez com suas cabeçadas certeiras)”.

Guiñazu online

A página de Guiñazu na seção Grupo de jogadores (em Futebol Profissional) do site oficial do Inter (www.internacional.com.br) traz ficha técnica, perfil, notícias, entrevista, galeria de fotos, vídeos e até papel de parede para os computadores dos fãs do volante. Além disso, tem mais um endereço para conferir todas as notícias sobre o jogador. Em 2011, El Cholo lançou um site com informações sobre a história, as conquistas e os grandes momentos do ídolo. “O objetivo do site é chegar mais perto daquele torcedor que não pode ir ao Estádio”, disse. Acesse www.guinazu5.com e confira as novidades do Guina.

Mais interatividade

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Perfil

Natural de General Cabrera, o argentino Pablo Horacio Guiñazú chegou ao Beira-Rio no segundo semestre de 2007, aos 29 anos, após destacar-se na disputa da Copa Libertadores pelo Libertad, do Paraguai. Formado pelo Newell’s Old Boys, da cidade de Rosário, o volante iniciava ali o desafio de atuar pela primeira vez no Brasil. Estreou em 5 de agosto daquele ano, contra o Cruzeiro, pelo Brasileirão.

Aguerrido, mostrou desde o início que brigaria por todos os lances com a camisa que passava a defender. Com intensidade, raça e muita movimentação em campo, fez seu estilo rapidamente cair no gosto do torcedor colorado e a ele aliou inúmeros títulos: são nove em cinco temporadas no clube gaúcho – quatro em âmbito estadual e cinco internacionais. Hoje, ídolo e símbolo da garra vermelha, o meio-campista de 1,72m exibe no currículo mais de 280 partidas pelo Inter. Seu contrato estende-se até 2014. Além dos clubes citados, passou também pelo Independiente, da Argentina, e pelo Saturn, da Rússia. Na Europa, atuou pelo Perugia, da Itália, no início dos anos 2000.

Nome: Pablo Horacio Guiñazu 
Data de nascimento: 26/08/1978 
Local: General Cabrera Córdoba / ARG
Partidas: 282 Gols: 4 
Altura: 1,72m
Peso: 71kg 
Estreia: 05/08/2007 (Cruzeiro 3x2 Inter/Brasileirão)

*Dados atualizados até 02/12

Clubes

Newell´s Old Boys (ARG): 1996-2000
Perugia (ITA): 2000-2001
Independiente (ARG): 2001-2003
Newell´s Old Boys (ARG): 2003
Saturn (RUS): 2003-2004
Libertad (PAR): 2004-2007
Internacional (BRA): desde 2007

Títulos e Conquistas

• Torneo Apertura do Campeonato Argentino - 2002
Independiente
• Torneo Apertura do Campeonato Paraguaio - 2006 - Libertad
• Campeonato Gaúcho - 2008 - Internacional
• Copa Dubai - 2008 - Internacional
• Copa Sul-Americana - 2008 - Internacional
• Campeonato Gaúcho - 2009 - Internacional
• Copa Suruga - 2009 - Internacional
• Copa Libertadores - 2010 - Internacional
• Campeonato Gaúcho - 2011 - Internacional
• Recopa Sul-Americana - 2011 - Internacional
• Campeonato Gaúcho - 2012 - Internacional

5 perguntas da torcida

Luís Maurício de Oliveira - Como surgiu o apelido El Cholo e o que significa?
Foi a minha tia que me chamou assim carinhosamente, mas não significa nada. Os mais íntimos não me chamam de Pablo ou Guiñazu, é ‘Cholo’ pra cá, ‘Cholo’ pra lá. Gosto muito quando me chamam de ‘Perro loco’, a gente fica feliz, porque simboliza o jeito de jogar. (risos) Levo tudo para o lado positivo, esses apelidos eu gosto demais.

Leandro Milano - Qual é o sentimento de ser ídolo no Brasil, considerando a rivalidade com a Argentina?
Não é fácil, me dá uma responsabilidade muito grande e preciso assumir, alimentar no dia a dia e mostrar dentro de campo. Tem que trabalhar para isso, pois a gente leva para a vida toda. Busco ser respeitoso e tentar devolver o carinho que as pessoas me dão.

Hector Lopez - Pretende continuar no Inter após se aposentar como jogador?
Primeiro quero defender esta camisa até a morte, depois será outro passo. Seria muito legal continuar ajudando este lindo clube, que é muito organizado e precisa de pessoas inteligentes para fazer sempre crescer o nosso Inter. Por enquanto, só sei ser volante. Nem penso ainda em me aposentar.

Lilia Scherer - Depois do treino ainda continua correndo os 10 quilômetros na esteira? Como é a tua preparação física?
Tem dias que faço o trabalho na esteira, mas depende muito do treino indicado pelo professor. Gosto de fazer reforço na academia, também tenho que cuidar para não causar lesões, então busco orientação do preparador físico. Futebol de alto nível é necessário estar 120%, deve haver preparo, sacrifício e mais trabalho.

Mateus Reck - O que tu estás fazendo para ajudar o Inter no caminho das vitórias?
A nossa responsabilidade vai aumentando sempre. Altos e baixos é do futebol também. Cada detalhe é importante, o Inter tem todas as condições de vencer sempre, não podemos desistir. Busco dar bons exemplos para os mais novos do nosso grupo. O Índio é bom exemplo para todos nós. O segredo é trabalho, união e dar tudo pelo companheiro.


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