06/04/2012

Pinheiro Borda: dedicação na construção do Gigante

O Estádio Beira-Rio completa 43 anos nesta sexta-feira, dia 6 de abril. Inaugurado em 1969, o Gigante também leva o nome de José Pinheiro Borda em homenagem aquele que dedicou o final de sua vida para a sua construção. Borda era português, veio para Porto Alegre em 1929. Era dono de um estabelecimento de venda de roupas localizado na Rua Voluntários da Pátria. Tornou-se torcedor do Internacional participando ativamente do Clube. Presidiu o Conselho Deliberativo e, apesar das inúmeras insistências, não presidiu o próprio Inter por opção. 

> Beira-Rio completa 43 anos em fase de modernização 


José Pinheiro Borda (E) e o engenheiro Ruy Tedesco (C) na década de 1960 

Apaixonado pelo turfe e influente na construção civil, Borda teve participação na construção do famoso Hipódromo Cristal, onde passou a se destacar por sua dedicação e competência. Por isso, foi convidado a presidir a Comissão de Obras do Estádio Beira-Rio durante sua construção. Novamente, após muita insistência, Borda aceitou o convite e disse que a partir daquele momento “arregaçaria as mangas e só iria abaixá-las quando o estádio estivesse pronto”. 

Em 1963, já como presidente da Comissão do Estádio, comandou a cerimônia de lançamento da “Pedra Fundamental” das obras do Gigante. Além disso, foi o principal divulgador da importância do Estádio que estava sendo construído, dizendo que o novo palco esportivo que surgia, não seria importante apenas para o Sport Club Internacional, mas também para o futebol brasileiro. Para isso, se deslocou diversas vezes pelo interior promovendo palestras, além de conceder entrevistas a jornais e a emissoras rádio de todo Estado. 


Membros da Comissão de Obras no aterro onde foi erguido o Gigante 

Afirmou, durante sua vida, que jamais entrou no Estádio Olímpico, apesar de ter inúmeras amizades identificadas com o rival, tanto torcedores quanto diretores. Em dia de Gre-Nal, acompanhava os jogadores somente até a saída da concentração. 

O maior sonho de José Pinheiro Borda era ver o Beira-Rio pronto. Infelizmente, ele faleceu em 25 de abril de 1965, aproximadamente quatro anos antes de realizar seu sonho. Dentre as frases mais importantes proferidas por esse ilustre personagem da história do Internacional, podemos destacar esta: “Tenho três coisas em minha vida que eu prezo profundamente: a minha querida esposa, o Internacional e o Gigante da Beira-Rio”.  


José Pinheiro Borda e Leonel Brizola 

    Colaborou: Leandro Fonseca (Equipe de pesquisa do Museu do Inter)


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