19/05/2005

ENTREVISTA COM GUTO FERREIRA

Em busca de novos talentos

Falcão, Carpegiani, Dunga, Taffarel, Lúcio, Daniel Carvalho e Nilmar são apenas alguns exemplos entre tantos que confirmam a vitoriosa história do Sport Club Internacional e seu Celeiro de Ases na revelação de craques. E para seguir esta trilha de sucesso, o Internacional acrescenta neste trabalho profissionais de qualidade, como é o caso de Guto Ferreira que chega para ser o Coordenador Técnico das categorias de base do clube. Ferreira tem no seu passado recente um currículo vencedor no Colorado. Comandou o time campeão do Gauchão, em 2002, pelos profissionais, e, no departamento de formação de atletas, foi técnico dos meninos vencedores da Copa São Paulo de Futebol Júnior, em 1998, além de bicampeão gaúcho Júnior em 97 e 98.


P: Site do Inter ? Qual a responsabilidade de assumir a função de Coordenador Técnico das Categorias de Base do Internacional, um clube com um histórico vitorioso na revelação de jogadores?
R: Guto Ferreira ? A responsabilidade de todo profissional que trabalha no Inter é bastante grande, em se tratando no tamanho e projeção do Clube. Mas por ter vivido seis anos aqui dentro e conseguido mostrar um bom trabalho é que fui convidado para exercer um cargo que considero nobre. Este desafio é muito interessante e estou aqui para encarar de frente.

P: SI ? A que se deve este reconhecimento para você ter retornado ao Inter?
R: GF ? Quando chegamos ao clube em 97 houve uma qualificação do trabalho, uma mudança de rumo que já vinha sendo buscada pela direção. Os resultados começaram a acontecer na medida em que as metodologias de trabalho foram sendo inovadas por um grupo de profissionais e eu era um deles. Chegamos a ganhar dois títulos gaúchos de juniores, depois de um longo período sem vencer, fomos campeões da Copa São Paulo de Juniores, depois de 18 anos. Não são só os títulos, mas, principalmente, a formação de muitos jogadores no decorrer deste tempo, que passaram a ser vendidos. Isso rentabilizou o clube, mesmo dentro de um mercado difícil. Casos de Lúcio, Fábio Rochemback, Diogo Rincón, Nilmar, Daniel Carvalho e outros que vêm surgindo e também pegaram esta mudança de filosofia na metodologia de trabalho.

P: SI ? Qual a diferença do Guto Ferreira de três anos atrás, quando saiu do clube após ser treinador dos Juniores e Profissionais, para 2005, ano do seu retorno como Coordenador Técnico das categorias de base?
R: GF ? Passei pela Europa, ganhei experiência profissional, treinei outros clubes do Brasil, absorvi mais em termos de mercado brasileiro e até mesmo em outros quesitos, porque nunca paramos de estudar, pesquisar e se atualizar.


P: SI ? Como será o seu trabalho nesta função?
R:

GF ? Passa por muitas funções. Primeiro, na questão de estar auxiliando na definição e formação dos grupos, depois na avaliação mensal ou, às vezes, até quinzenal ou no dia-a-dia de trabalho e nos resultados. Ao mesmo tempo, estaremos em busca de aprimoração, novas metodologias de treinos, coordenação de novos projetos dentro da área técnica, busca de novos jogadores, enfim, atuando ainda na parte disciplinar também. Então é um processo que engloba muitos lados e a gente vai tentando fechar os pontos para que o trabalho cresça como um todo. Vamos trabalhar para que a divisão de base do Internacional não esteja fracionada, tenha um rumo, uma direção, uma linha de trabalho para alcançar os objetivos.

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