16/08/2011

Por duas vezes, em agosto, a América foi nossa

O Sport Club Internacional participou, ao todo, de nove edições da Copa Libertadores da América. Estas participações ocorreram em 1976, 1977, 1980, 1989, 1993, 2006, 2007, 2010 e 2011. Na soma de todas as edições a equipe possui quarenta e três vitórias, vinte e três empates, vinte e duas derrotas, cento e vinte e oito gols marcados e apenas setenta e oito sofridos.

Além das finais de 2006 e 2010, o Inter disputou a de 1980 contra o Nacional do Uruguai. Apesar das inúmeras tentativas não foi possível superar a zaga uruguaia, e com um gol sofrido em Montevidéu, o título acabou adiado. Porém, mesmo sem necessariamente ganhar títulos, esta competição proporciona grandes clássicos, e é claro que o Internacional esteve envolvido em muitos deles. Quando perguntado sobre o Internacional na década de 70, qualquer colorado que acompanhou esta fase lembrará o confronto entre Internacional e Cruzeiro. No ano 1975 o Inter venceu o campeonato brasileiro em cima do time mineiro, mas infelizmente, na Libertadores de 1976, o Cruzeiro deu o troco e venceu o jogo no Mineirão pelo placar de 5 a 4.

Em decorrência do enorme desejo dos clubes em conquistar o título, uma mesma edição pode causar grandes alegrias e tristezas. Em 1989, o Inter conseguiu um placar que nem mesmo os jogadores podiam imaginar: venceu o Peñarol, do Uruguai, por 6 a 2. Quando todos imaginavam que isso encaminharia o Clube ao título, uma inesperada derrota em casa para o Olimpia, do Paraguai, em plena semifinal, marcou profundamente os colorados e acabou por tirar o Clube da competição. Abel Braga, então o treinador do time naquele ano, pôde reverter este quadro infeliz e finalmente conquistar o título mais importante da América do Sul em 2006. Nesta edição o Inter viveu somente de grandes alegrias.

Com uma campanha fantástica, na qual a única derrota do time foi nas quartas de final para a LDU (Equador) na altitude de Quito, a equipe conquistou no dia 16 de agosto a taça tão desejada. Ao todo foram vinte e quatro gols, cinco empates e oito vitórias. Duas vitórias foram memoráveis: a primeira contra o Nacional, em Montevidéu, onde tivemos direito a gol com ‘’chapeuzinho’’ e a célebre dança de Rentería, autor do gol; já a segunda vitória foi na final em pleno Morumbi lotado, onde Rafael Sobis marcou dois gols e encaminhou a conquista da taça em cima do São Paulo. Fernandão, que hoje está de volta ao Beira-Rio como diretor de futebol, é o maior representante desta fase vitoriosa do Clube. Era o capitão e foi eleito o melhor jogador da final.

Em 2010, o Internacional conquistou sua segunda taça. Este título ficou marcado pela qualidade de jogadores como D’Alessandro, Andrezinho, Giuliano, Sandro, Kleber e Guiñazu, mas também pela presença de diversos jogadores campeões em 2006. Este é o caso de Índio, Bolívar, Fabiano Eller, Renan, Tinga e Rafael Sobis (os três últimos entraram a partir da semifinal). Outro personagem que sagrou-se bi-campeão foi Clemer, que em 2006 conquistou a taça como jogador e em 2010 como preparador de goleiros. Nesta edição o Clube obteve novamente oito vitórias, porém perdeu três jogos (fase eliminatória) e empatou três vezes. No total a equipe marcou vinte gols.

Ao contrário de 2006, quando manteve uma estabilidade, em 2010 o time passou por altos e baixos. O confronto com o Estudiantes, equipe argentina, é o melhor exemplo. Aos 42 minutos do segundo tempo, quando o time estava sendo eliminado, Giuliano marcou o gol da classificação e possibilitou um novo confronto entre Inter e São Paulo, dessa vez na semifinal. Aliás, Giuliano foi a grande atração da competição. Marcou gols determinantes para a conquista do bicampeonato e foi eleito o melhor jogador da competição.

No primeiro jogo da final, o Colorado enfrentou o Chivas Guadalajara, do México, e venceu de virada pelo placar de 1 a 2, com gols de Giuliano e Bolívar. Um fato curioso deste jogo foi a grama sintética, algo incomum nos estádios de futebol do Brasil. Já em 18 de agosto, o Chivas saiu na frente com um belo gol. Contudo, no segundo tempo, o Inter voltou decidido a reverter o jogo. Com gols de Rafael Sobis (o terceiro em uma final de Libertadores), Leandro Damião (grande revelação) e Giuliano (gol antológico feito por cobertura), a taça mais uma vez ficou no Beira-Rio.

João Pedro Pinto Fernandes - Equipe de Mediação
Revisão Setor de Pesquisa - Museu do Inter


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