21/07/2011

Exclusivo: Fernandão fala sobre seu retorno

Por Felipe Silveira e Alexandre Lops (foto)
Direto de Florianópolis

Fernandão tem vivido dias movimentados. O capitão das conquistas da Libertadores e do Mundia FIFA em 2006 assumiu um novo desafio, agora fora de campo, na função de diretor técnico de futebol. Apresentado oficialmente na última terça-feira, o ex-jogador aproveita cada minuto para se interar da rotina do departamento de futebol. Concentrado junto à delegação colorada em Florianópolis, Fernandão falou com exclusividade para o site do Inter sobre a sua volta ao Clube. Confira:

Como estão sendo estes primeiros momentos do seu retorno ao Inter?

Estou super bem. Acho que vai dar para fazer um bom trabalho com as pessoas que estou me relacionado. É claro que ainda é muito cedo, mas não tenho dúvida que deu uma liga legal em relação à diretoria e ao respaldo que a comissão técnica está me dando. Os jogadores, alguns velhos amigos e outros novos que estou conhecendo agora, também me recepcionaram de maneira muito positiva. Está sendo super legal esta nova função.

Como foi o primeiro contato com o grupo de jogadores? E o reencontro com os ex-companheiros Tinga, Bolívar e Índio?

O que achei legal foi a receptividade que recebi dos jogadores nesta nova função. É claro que eles me vêem como um amigo, por ter sido jogador “igual a eles”. Eu tinha muito medo que eles me recebessem como diretor e mantivessem um distanciamento. Mas não houve isso. Desde a primeira vez que conversei com eles disse que era igual a todo mundo, que eu ia tentar ser o mais direto e sincero com todo mundo, independente da minha nova função.

Você já está inserido na rotina do time, inclusive viajando junto à delegação. Quais são os seus primeiros objetivos?

A primeira coisa é começar a entender um pouco como tudo está funcionando, para ver se há necessidade de alguma mudança. Neste primeiros dias o mais importante é a integração com o grupo e a habilidade de começar a conversar com outros pontos de vistas, para perceber quais são as necessidades do Clube neste momento. Também estamos trabalhando paralelamente na questão do novo treinador, para que todas as decisões sejam tomadas na hora certa.

Até pouco tempo você jogava. De que maneira você está se preparando para este novo ponto de vista, fora de campo?

Será uma visão diferente. Estou encarando com naturalidade. Vou ser sincero: a questão de sentir falta de jogar não é um problema. Ontem (quarta-feira) estive olhando o treino e em nenhum momento senti falta de estar lá com os jogadores. Sou muito bem resolvido. Já tinha decidido que eu iria parar há três meses, mas ninguém sabia. Já vinha trabalhando há algum tempo este aspecto. Não tenho dúvida que não vou ter problema algum em relação a isso.

O que pesou nesta sua volta foi o amor incondicional ao Inter?

Foi o que mais pesou, sem dúvida. Em segundo plano a questão de ter o Giovanni Luigi como presidente e pessoas que confio junto a mim. O fato de conhecer alguns jogadores e o grupo de trabalho que tem dentro do futebol – massagistas, roupeiros, fisioterapeutas, as pessoas que vão me dar todo o respaldo no dia a dia – também foi determinante. Eles já me conhecem, sabem da minha maneira de ser, de lidar com as coisas. Eu nasci e cresci no Goiás. Tenho um amor muito grande por este clube e nunca escondi isso. Mas depois que vim para o Inter acabei me apaixonando. Sou um apaixonado pelo Clube e Porto Alegre. Amo vestir esta camisa. Isso tudo me fez aceitar este convite.

Que recado você daria para a torcida?

Que nós vamos fazer o máximo no futebol para o time, que na minha opinião já é muito competente, seja vencedor. Vejo no olho de cada um, no treino, na viagem e aqui no hotel, a vontade de vencer. Este é um grupo vencedor que tem e vai ter objetivos fixos. Não tenho dúvida que todo mundo vai batalhar e correr muito para que o Inter conquiste as coisas. A recuperação tem que ser imediata. É isso que eu quero. Que o time vença e traga o torcedor para o seu lado. Não só os 12, 13, 14 mil que anda dando ultimamente no estádio, mas sim 25 e 30 mil, pois estes vão fazer a  diferença. O primeiro objetivo é passar para os 25, 30 mil em todos os jogos no Beira-Rio, até porque são só 19 jogos em casa neste Brasileirão, então a torcida precisa ter a consciência disso. São poucos jogos para ficar só assistindo em casa. Temos muitos sócios e vamos adquirir ainda mais. O torcedor colorado sabe cobrar na hora certa e também sabe apoiar na hora certa. Ele sempre apoiou nos 90 minutos. Tenho certeza que o grupo vai crescer muito mais com o estádio lotado. Estes 14 mil não é o Inter de verdade que eu conheci há quatro anos. Quero ver todo mundo cantando as canções no estádio, fazendo aquela linda festa nas arquibancadas, para os jogadores se arrepiarem como eu sempre me arrepiei.


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