22/03/2005

ENTREVISTA COM MURICY RAMALHO

Em busca de um grande título

Ele não é mais uma jovem revelação do Celeiro de Ases e sequer é o goleador do time ou autor de jogadas geniais, mas está se tornando um ídolo da torcida colorada. Muricy Ramalho, com o seu trabalho, dedicação e valorização ao Internacional, vem conquistando os colorados cada vez mais. Depois de recusar uma tentadora proposta para treinar o Palmeiras, o profissional quer agora retribuir todo o carinho recebido dos torcedores, atletas e dirigentes, e com muito suor buscar o maior dos objetivos: um título importante.

P: Site do Inter ? O que fez o senhor permanecer no Internacional?
R: Muricy Ramalho ? Primeiro foi o compromisso que tenho com o Clube e o respeito ao Inter. A torcida pesou muito também pela manifestação que fez. Soma-se a isso a minha linha profissional, ou seja, não gosto de mudar algo previamente combinado com o clube em que estou trabalhando.

P: SI ? Pesa a estrutura que tem o Inter para o Muricy não sair daqui?
R: MR ? Também pesa. Mas claro que os outros clubes têm uma estrutura boa para trabalho, como o Palmeiras, por exemplo, que tem grande história, ótima estrutura, um CT (Centro de Treinamento) muito bom e está estável economicamente. Agora o Inter vem se preparando, a cada ano melhora mais. Todos são fatores que pesam muito, porém o que me segurou mais foi o que a torcida representa, pois me tratou super bem, além do compromisso que tenho assinado aqui.

P: SI ? Como foi na quarta-feira, dia do jogo contra o Chapadão pela Copa do Brasil, quando o senhor apareceu para dar entrevista à imprensa uma hora depois, emocionado com as homenagens que recebeu da torcida e jogadores colorados?
R: MR ? É difícil porque no Brasil hoje para um técnico receber a homenagem como essa dos torcedores e atletas é quase impossível. Ainda mais em um momento não muito bom do time. O torcedor sabe reconhecer quando o técnico trabalha, dedica-se ao Clube. Foi assim quando vim em 2003 para o Inter. Porém aquela quarta-feira foi uma noite que eu não posso esquecer nunca mais, porque dificilmente em algum lugar terei este reconhecimento. É para eu guardar pra sempre. Só posso retribuir com muito trabalho dentro do campo.


P: SI ? Como é a sua vida em Porto Alegre?
R: MR ? Eu sou tranqüilo, não sou de sair muito, a minha vida é mais trabalhar. Estou quase sempre no Clube ou em casa. Mas estou adaptado. É muito importante ser bem tratado no lugar em que você vai. Aqui em Porto Alegre todos me tratam extremamente bem. Me sinto como se estivesse na minha casa. A minha família, por exemplo, vem toda hora pra cá, meus filhos e minha mulher vêm bastante pra Porto Alegre também. Os moleques quando vêm pra cá gostam muito, passeiam bastante, inclusive vamos pra Gramado, como fizemos recentemente. Então "quem sabe" até um dia eles possam se mudar pro Sul, mas, por enquanto, nós temos questões particulares que nos impedem de fazer esta mudança.

P: SI ? Qual a diferença do Inter pelos clubes que o senhor já passou?
R: MR ? Passei por grandes e clubes menores também. Trato todos com igualdade e grande respeito. Procuro me identificar, vestir a camisa, dar o máximo no clube. O Internacional é diferente porque a torcida é diferente. Os colorados são bastante apaixonados. A torcida quando gosta de uma pessoa trata muito bem, torce por ela, como é no meu caso. Então a torcida é muito apaixonada, é quase como uma religião. Esta é a diferença para os outros clubes de futebol do Brasil.

P: SI ? O que a torcida pode esperar este ano do Inter e do técnico Muricy Ramalho?
R: MR ? Da minha parte, trabalhar como sempre fiz, trabalhar duro, lutar pelo Clube, revelar jogadores, porque é só desta maneira que o Clube consegue se manter. E principalmente buscar um título importante. É isso que nós queremos e vamos atrás, porque, com certeza, este é o nosso maior objetivo.


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