17/03/2005

ENTREVISTA COM VITÓRIO PIFFERO

O Senhor dos Gre-Nais

Disciplinador, sério, um vencedor de Gre-Nais, um homem que faz parte de uma das melhores fases do futebol do Inter nos últimos anos. Estas são algumas das formas que definem o Vice-Presidente de Futebol, Vitório Piffero. No vestiário colorado há dois anos, Piffero exerce um papel de liderança com o qual não permite deslize. Cuidados para preservar a integridade e a imagem dos jogadores fazem parte de seu dia-a-dia, não dando lugar para indisciplinados no grupo. Sem cartilhas, o dirigente conscientiza sobre a importância do "profissionalismo dentro e fora de campo". No seu currículo, está o fato de ser um vencedor de clássicos. Já são sete triunfos em 11 jogos.


P: Site do Inter ? Qual a sua história como colorado?
R: Vitório Piffero ? Começa com meu avô, um dos primeiros sócios do Inter com carteirinha assinada pelo ex-presidente Ildo Meneghetti. Sempre fui um sócio presente, nunca deixei de assistir a um jogo do Inter. Acompanhei durante muito tempo os jogos no interior, inclusive. Íamos eu, o Fernando (Carvalho), o Renan (Marsiaj) e mais uma série de amigos que cruzavam o Estado. Sou conselheiro há seis anos. Na primeira eleição do presidente Fernando Carvalho, assumi a Vice-Presidência de Finanças. Depois, fui convidado a ser Vice-Presidente de Futebol junto ao Luís César de Souto Moura e o Celso Vaz. Desde então, estou nesta paixão que é dirigir o futebol do Internacional.

P: SI ? A que se deve uma das marcas fortes do vestiário colorado, a disciplina, durante o seu período como Vice-Presidente de Futebol?

R: VP ? O termo mais amplo é o profissionalismo. É a profissão destes jogadores que exige absolutamente o seu corpo e mente em dia. Profissionalismo dentro e fora do campo. O Inter faz de tudo para que os compromissos assumidos sejam cumpridos e nós cobramos dos jogadores que eles cumpram os seus.

P: SI ? Pulso firme e liderança são essenciais neste domínio de vestiário?

R: VP ? Acho que a clareza das diretrizes faz com que seja fácil e tranqüila a função que exerço hoje. Todos nós sabemos como devemos nos comportar nas situações da vida, e os jogadores não são diferentes. Eles são profissionais. Não tem cartilha, nem discussão, o que existe é respeito. Todos sabem que desta disciplina depende o futuro profissional deles, a qualidade com que eles jogam e a imagem que têm como pessoa.

P: SI ? Muitos críticos, principalmente na imprensa, afirmam que Vitório Piffero não entende de futebol. O que o senhor acha disso?

R: VP ? Crítico é para criticar. Se fosse para elogiar, sairia na coluna social. Estamos demonstrando que sabemos fazer futebol com qualidade. O que cada um entende é relativo. Cada um sustenta suas idéias.


P: SI ? O senhor vive apimentando a rivalidade entre Inter e Grêmio, nas entrevistas. Além disso, é um dos Vice-Presidentes de Futebol mais vencedores de Gre-Nal nos últimos anos. O que representa ganhar um Gre-Nal?

R: VP ? É muito bom. É diferente. Quando assumimos, o Inter vinha de uma fase ruim neste quesito clássico Gre-Nal. O Grêmio naquele momento contava com uma equipe que disputava Libertadores, então estava bem. Fomos jogar o primeiro Gre-Nal no Olímpico, em 2003. Saímos perdendo e parecia que iriam se repetir as últimas derrotas que tínhamos vivido. Porém, o Inter virou e ganhou por 2 a 1 aquele que ficou conhecido como "o Gre-Nal da virada no buraco do amor". Ali realmente começou uma série de vitórias coloradas e a velha gangorra sofreu mudanças que não pararam mais, colocando o Inter na parte superior. Agora estamos com grupo montado, comissão técnica de qualidade, um estádio em contínuas reformas, um dos melhores vestiários do mundo, enfim, temos todas as condições de buscar os títulos que a torcida tanto deseja. Isso tudo começou naquele famoso Gre-Nal, tamanha a importância deste que é um dos principais clássicos do Brasil.


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