17/05/2011

Destaque no Gre-Nal, Zé Roberto quer mostrar ainda mais

Ele entrou na metade do primeiro tempo e mudou o panorama do clássico Gre-Nal. Fez a assistência para Damião empatar, cobrou o escanteio que resultou no segundo gol, de Andrezinho, e sofreu o pênalti que foi convertido por D'Alessandro. Foi ele também que bateu o derradeiro pênalti que encerrou a disputa do título. Enfim, Zé Roberto pode ser considerado o 'Homem Gre-Nal' do clássico 387.

Mas o meia não se deslumbra com os elogios. Com um discurso marcado pela humildade, ele sabe que ainda tem muito a contribuir com o time. "Estou muito feliz com a conquista do Gauchão. Estava devendo uma boa atuação. Fica na memória, é muito bom para o ego, mas já é passado. Na minha cabeça não muda nada. Vou continuar buscando meu espaço com muito trabalho. Quando tiver a oportunidade, o mínimo que posso fazer é tentar ajudar o time da melhor maneira", avalia. Zé Roberto olha só para o futuro, e já projeta a estreia no Brasileirão diante do Santos, no próximo final de semana, na Vila Belmiro: "Foi apenas um bom jogo que fiz contra o Grêmio. Se no sábado (contra o Santos) eu não estiver bem em campo, vou ser cobrado. Não dá para se iludir", reconhece.


Zé Roberto recebe as instruções de Falcão à beira do gramado do Olímpico

O jogador se mostrou impressionado com a rivalidade que cerca o Gre-Nal. "É o clássico de maior rivalidade do futebol brasileiro. Nunca vi nada igual. É o jogo que todo mundo quer jogar. Todo mundo está atento. Sempre gostei de disputar estas partidas. Foi especial por ser o meu primeiro Gre-Nal, por reverter uma desvantagem na casa do adversário", destaca.

Zé Roberto também contou que teve um fator a mais de motivação para enfrentar o maior rival do Inter. No aquecimento à beira do gramado e em outros momentos durante o jogo, o camisa 18 foi vítima de atos racistas por parte de alguns torcedores que estavam nas arquibancadas. "Isso mexeu comigo e acabou me motivando um pouco mais. Foi uma situação totalmente nova. Joguei em diversos países, mas nunca tinha passado por isso. É uma coisa muito nojenta, mas ficou no calor do jogo", desabafou.

Agora, a meta é ajudar na conquista do Brasileirão, feito que não ocorre desde 1979. "O Inter está batendo na porta nos últimos anos. O time está totalmente focado neste título, não está se dividindo com outra competição, por isso tem tudo para ganhar", projeta Zé Roberto.


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