26/04/2011

Falcão projeta duelo no Centenário

Técnico colorado quer ver o time atuando com personalidade na busca pela vitória contra o Peñarol, em Montevidéu, no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores.

Ao final do último treino do Inter em solo gaúcho, o técnico Paulo Roberto Falcão falou com a imprensa sobre o primeiro confronto com o Peñarol. O treinador espera um jogo complicado em Montevidéu, afinal, terá pela frente um adversário com história vitoriosa na competição continental. “Vamos enfrentar um time de muita tradição, que marca muito forte e se impõe fisicamente, além de estar motivado por três vitórias consecutivas. A qualidade técnica é que vai decidir”, projeta Falcão.

O comandante colorado não vê distinção entre jogar no Beira-Rio e fora da casa, e por isso quer que o time se imponha na busca pela vitória nos primeiros 90 minutos da decisão da vaga às quartas de final. “Vamos ter que atacar e nos impor, mas sem dar muita chance ao adversário. Não existe esta história de jogar em casa ou fora para mim. É tudo igual. Pode acontecer de ter que buscar alguma modificação atuando fora do Beira-Rio, mas não se pode encolher diante do adversário”, avalia o treinador, que também confirmou que Andrezinho tem lugar garantido diante dos uruguaios: “No momento ele é o titular. O mérito é todo dele”, elogiou.


Falcão conversa com o grupo no treino da manhã desta terça-feira

Falcão frisou que todos no grupo poderão ser aproveitados na sequência de partidas que o Inter tem pela frente. No entanto, é imprescindível que a estrutura tática, que privilegia a compactação do time, seja mantida. “O meu trabalho é deixar todo mundo em condições de jogo. Temos duas competições, jogo em cima de jogo, por isso todo mundo tem que estar ligado. O importante é manter a aproximação entre os jogadores dentro de campo, naquela ideia de compactação. Quem estiver apresentando um bom rendimento técnico e tático, vai seguir no time. Procuro escalar o time sem nenhum preconceito”, ressalta.

Para o técnico, as boas atuações do setor defensivo – que sofreu apenas um gol nos últimos três, sendo que em um lance de bola parada, contra o Juventude – são fruto do engajamento de todo o time na marcação: “O sistema defensivo não é só os quatro de trás. Começa lá na frente, com os atacantes, que devem fazer uma ‘sombra’ na saída de bola adversária. A gente não pode deixar a defesa sobrecarregada. Exijo muito o comprometimento com o aspecto coletivo da equipe”, afirma.


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