15/04/2011

Coletiva: Falcão fala sobre suas expectativas

O técnico Paulo Roberto Falcão concedeu uma entrevista coletiva na véspera da partida contra o Santa Cruz, a sua primeira à frente do comando técnico do time. Veja os principais trechos:

Os primeiros treinos

"Estou conhecendo o grupo de jogadores e tenho que criar uma sintonia de trabalho para que a gente possa se entender. Por isso tive que fechar partes do treino".

Esquemas táticos

"Fizemos duas alternativas, com 4-4-2 passando para o 4-3-3, que é uma alternativa que pode aparecer. Não quero ter muitas variantes. Gosto do time bem definido. O mais importante do que a esquematização tática é fazer um time compactado. Quero que os jogadores fiquem juntos. Não me fixo na numerologia do 4-4-2, 4-3-3 e 4-2-3-1".

A reestreia

"Preocupação não, ansiedade, sim. É o time que me criei, que sempre joguei e torci desde de pequeno. É uma situação diferente, mas tranquila porque está dentro do tempo".

Sobre D’Ale e Bolívar

"O D’Alessandro quanto mais perto do gol estiver, mais o time ganha. Esta é a ideia. Bolívar será o capitão".

Tempo curto de trabalho

"Na quarta-feira eu estava fazendo o jogo do São Paulo pela televisão. Comecei a pensar no Inter a partir do sábado passado, quando as coisas se definiram. Estão sendo dias diferentes para mim, mas bem administrados. Queria ter mais tempo para fazer um trabalho com mais certeza de resultado. Mas a entrega dos jogadores está sendo muito importante. Não estamos em busca de espetáculo, mas sim de um time mais ofensivo e agressivo na marcação".

Mesma postura no Beira-Rio e fora de casa

"Se eu conseguir fazer o que imagino, não vou me adaptar ao adversário. Aprendi em 74, quando comecei no time profissional, que o futebol é imposição. O time era sempre o mesmo, mudava o enfoque do jogo, não tinha troca. Meu objetivo é que o time jogue em casa como joga fora. Mas é claro que dependo muito dos jogadores para isso. É um trabalho longo, não é para amanhã".

Decisão atrás de decisão

“Priorizei o jogo contra o Santa Cruz, que é um adversário que joga forte. É claro que não dá para deixar de pensar no Emelec, pois é um jogo em cima do outro. Mas meu enfoque está na partida deste sábado. Quero aproveitar o máximo das características dos jogadores. No momento o mais importante é a vitória, pois sem ela a gente não passa á próxima fase”.

Agora do outro lado

“Esqueci já que fui comentarista, assim como quando comecei a trabalhar em televisão esqueci que havia sido jogador. O importante é o respeito. Minhas observações como comentarista sempre foram dentro do respeito ao atleta. Espero que o mesmo ocorra na minha relação com vocês (jornalistas) agora”.


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