13/04/2011

História: conheça um pouco da trajetória de Falcão

Em destaque: Paulo Roberto Falcão
Saiba um pouco mais sobre o novo técnico do Internacional

Falcão nasceu Paulo Roberto. Nasceu em Abelardo Luz, no estado de Santa Catarina, no décimo sexto dia de outubro. O ano era 1953. Mas, nasceu para a história do clube em 1973, quando vestiu a camisa do time principal do Internacional para eternizar o número 5, seu eterno número. Número de volante – afinal de contas, Falcão era volante. Mas não qualquer volante. O desarme era uma de suas qualidades, sim. Mas também o passe, o lançamento, o arremate para o gol. E tudo isso com uma categoria pouco vista na história do futebol – característica que levou consigo por toda a sua jornada, seja na Seleção Brasileira, seja no clube da velha cidade de Roma, de onde saiu rei.

Paulo Roberto veio para Canoas com dois anos de idade, permanecendo na cidade até 1975. O pai era motorista e a mãe costureira. Ele, muito pequeno ainda, vendia garrafas para conseguir o dinheiro da passagem para os treinos em Porto Alegre. Treinos esses, que começou a frequentar – e a se destacar – aos 11 anos de idade, em 1964.  Mas, a essa época, já era um apaixonado torcedor. Começou a frequentar o Estádio dos Eucaliptos no início dos anos 60 com seu pai. Época de parcas glórias e escassos júbilos. Aguentava, resignado, a zombaria dos colegas rivais do colégio São José. Neste tempo, o Clube do Povo concentrava suas forças na construção de seu novo estádio e Falcão acompanhou de perto a Campanha do Tijolo, promovida para unir forças e erguer o Gigante da Beira-Rio. 

E ele estava lá, no dia 06 de abril de 1969, data da inauguração do novo estádio. Torceu pelo Inter e se emocionou.  Neste mesmo estádio, logo depois, em 1972, deu uma mostra do que viria pela frente: marcou duas vezes na preliminar do jogo entre a Seleção Gaúcha e a Seleção Brasileira, disputada entre a Seleção Olímpica do Brasil e o Hamburgo, da Alemanha (vitória de 4  a 1 para os brasileiros). Neste momento, os colorados viram surgir o ídolo que comandaria o grande time do Internacional na década de 70. O melhor time da década, segundo muitos.

Estreou no time principal em 1973, após passar por todas as categorias de base do clube (Falcão ganhou sua carteira de atleta do Internacional durante um treino nos campos de areia do Parque Marinha do Brasil). E estreou com conquista: o pentacampeonato gaúcho (série de títulos que culminaria no inédito octacampeonato em 1976). Comandou a equipe no bicampeonato brasileiro de 1975 e 1976. Em 1979 estava novamente lá, encabeçando a equipe que não perdeu. Perpetuou com louros o tricampeonato brasileiro vencido de forma invicta. Feito este, jamais repetido por nenhuma equipe no Brasil.

Gustavo Leite
Historiador/ Mediador Cultural


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