11/02/2011

Museu do Inter saúda o Dia do Atleta

Dia 10 de fevereiro foi o dia do atleta profissional, e o Museu do Inter presta a devida homenagem a todos os atletas que levam o esporte para além de uma atividade simples e saudável, que exige dedicação e disciplina. Dentre esses profissionais, damos atenção especial para aqueles que ajudam e ajudaram a transformar o futebol nesse esporte tão emocionante e competitivo que conhecemos hoje.

 Por volta da década de 1910, o futebol acabou sendo jogado e acompanhado por membros de diversas comunidades e classes, como negros descendentes de escravos, operários das primeiras fábricas, trabalhadores autônomos, comerciantes, entre outros. Essas pessoas não tinham vez nos clubes de elite, então organizavam seus próprios campeonatos com suas próprias equipes. Mas a rivalidade entre os clubes aumentava a cada década, além do tamanho das torcidas, que já lotavam as arquibancadas, portanto, a vitória e conquista de campeonatos passaram a ter grande valor durante os jogos, sendo os antigos valores aristocráticos aos poucos deixados de lado. Dentre essas rivalidades o Gre-Nal, já na década de 20, era motivo de discussões intermináveis pelas ruas de Porto Alegre e confusão entre os jogadores dentro de campo.

 Também por volta da década de 20, surgem no futebol gaúcho os primeiros sinais de “profissionalismo marrom”, que nada mais era do que “incentivos” dos clubes a seus jogadores pela vitória. Eram prêmios em dinheiro por vitória ou gols feitos nas partidas. Para conseguir renda para isso, os clubes passaram a cobrar entrada de seus torcedores nas arquibancadas. Com esses pagamentos foi possível chamar jogadores de outras classes sociais, que viam nesses “prêmios” a chance de sustento financeiro. Era um dos primeiros passos rumo à profissionalização do esporte.

No início da década de 30 os jogadores dos grandes clubes de Porto Alegre, como o Internacional, recebiam prêmios por vitórias, mas ainda não tinham direitos trabalhistas. Foi quando no ano de 1933, Getúlio Vargas, então presidente da república, estabelece a regulamentação da profissão de jogador de futebol. Os jogadores passaram a ser profissionais, a terem direitos e salários, puderam então dedicar uma carreira a esse esporte, aumentando assim sua qualidade, formando hoje um futebol de encher os olhos!

Leandro Fonseca
Setor de Pesquisa
Museu do Inter


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