11/12/2010

O mundo de olho no Inter

Por Felipe Silveira (texto) e Alexandre Lops (fotos)
Enviados especiais a Abu Dhabi/Emirados Árabes

O Inter teve mais uma amostra da magnitude do Mundial de Clubes no seu terceiro dia em Abu Dhabi. O técnico Celso Roth e o capitão Bolívar participaram da entrevista coletiva oficial da FIFA na tarde deste sábado (manhã no Brasil), no estádio Zayed Sports City, onde será realizada a grande final do Mundial, num evento que foi acompanhado por cerca de 75 jornalistas de diversos países.

A importância com a qual o Mundial é tratado pôde ser percebida já na chegada ao estádio, por meio da grande estrutura montada no Sports City, um dos dois estádios da edição deste ano da maior competição interclubes do planeta. A van que transportava Celso Roth, Bolívar e profissionais da Assessoria de Comunicação do Clube teve dificuldade para acessar o estádio, tamanho era o esquema de segurança armado pela polícia local em função da partida entre Al-Wahda e Seongnam, que foi disputada horas depois.


Dezenas de jornalistas acompanharam a conferência no estádio Zayed Sports City

Após algumas idas e vindas e a intervenção de representantes da FIFA, finalmente foi possível chegar até até a sala de entrevistas. Quase uma centena de profissionais de imprensa do mundo inteiro lotou o local para acompanhar as declarações dos representantes colorados na coletiva que durou 40 minutos e foi traduzida em várias línguas de forma simultânea. Na chegada, os fotógrafos dispararam uma bateria de flashes sobre Roth e Bolívar, evidenciando a importância com a qual o Mundial é encarado pela mídia internacional. Horas antes, a Internazionale de Milão havia participado da coletiva.

Confira alguns trechos da entrevista:

Mazembe, o adversário na semifinal

Roth

“O futebol africano está em ascensão. O Mazembe segue esta tendência e joga um futebol muito rápido, de forte marcação e competitividade. Não vai ser fácil enfrentá-los.”.

Bolívar

“Assistimos a um jogo muito rápido. O Mazembe tem boa técnica e força”.

Alegria do futebol africano

Roth

“É uma questão cultural. O africano é assim, como vimos ontem , na comemoração do goleiro. Acho isso fantástico, desde que não ultrapasse os limites. Tomara que esta alegria continue, mas não contra nós”.


Capitão Bolívar ficou ao lado da cobiçada taça

Bolívar

“Muita gente prestou mais atenção na comemoração do goleiro (que se arrastava no gramado vibrando com o gol do Mazembe) no que no replay que passava no telão. Foi engraçado. Mas do mesmo jeito que são alegres, eles mostraram muita seriedade com a bola rolando”.

A estreia

Roth

“Em primeiro lugar é preciso ter humildade. Sabemos que o futebol tem que ser jogado dentro de campo. Ninguém ganha antes de jogar. Confio muito na maturidade da minha equipe. Já conhecemos o clima do Mundial. Se tivermos o espírito coletivo, temos boas chances de vencer. Se jogarmos bem, excelente, mas queremos é passar de fase. O importante é controlar a ansiedade natural da estreia”.


Técnico Celso Roth também participou da conferência oficial da FIFA

Bolívar

“Estamos bem preparados para enfrentar as dificuldades. A motivação do grupo é muito grande. Vamos dar o nosso melhor contra o Mazembe”.

Clima do Mundial

Roth

“É um prazer muito grande estar entre os melhores do mundo. Este é o objetivo principal da nossa profissão. O fim é o título. Foi de arrepiar ver o jogo entre Mazembe e Pachuca no estádio. É outro nível, foi importante irá lá ver isso, já que eram dois continentes se enfrentando”.

Bolívar

“Em 2006 não tive o privilégio de lutar por este título tão importante na carreira do jogador. O nível do campeonato é excelente, já que as equipes que aqui estão são as melhores do continente. Vai ser muito especial”.

O apoio da torcida

Roth

“Colorado é diferente de tudo. A gente está sempre vendo a presença deles. É muito importante a torcida estar conosco”.

Bolívar

“Desde a saída de Porto Alegre estamos sentindo o carinho do pessoal que atravessou o mundo para nos acompanhar. Sempre frisamos entre nós jogadores  que tem gente que economizou o salário de um mês e deixou a família para trás para ficar ao nosso lado”.


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