12/08/2010

Destaques da vitória em Guadalajara

Por Felipe Silveira
Da redação
Fotos: Alexandre Lops

Mais uma vez Giuliano

Quando se pensa no meia-atacante, uma palavra logo vem a cabeça: predestinado. Nenhum adjetivo pode exprimir com mais precisão a característica de Giuliano nesta Libertadores, afinal, ele tem sido decisivo desde a primeira fase. Tudo começou no empate em 1 a 1 contra o Deportivo Quito, no Equador, quando ele evitou a derrota colorada. Diante do mesmo adversário, no Gigante, fez o terceiro na vitória por 3 a 0, tirando o Cruzeiro do caminho do Inter nas oitavas. Contra o Estudiantes, pelas quartas de final, marcou o antológico gol da classificação em Quilmes, na Argentina. No primeiro duelo diante do São Paulo, pela semifinal, fez o gol da vitória no Beira-Rio.


Giuliano é o artilheiro do Inter na Libertadores, com cinco gols

Nestas duas ocasiões, ele saiu do banco de reservas para decidir os jogos. Mas na partida contra o Chivas a história foi um pouco diferente. Giuliano ganhou uma chance no meio-campo no lugar de Tinga, que havia sido expulso no Morumbi. O meia-atacante teve a chance de jogar os 90 minutos, e para não perder o costume, marcou mais um gol, o seu quinto, tornando-se o artilheiro colorado na competição continental.  O camisa 11 do Inter saltou com categoria para desviar de cabeça. da marca penal, o cruzamento de Kleber. A bola entrou no ângulo, sem chance alguma para o goleiro Luis Michel. O garoto comemorou com muita alegria. É um ídolo da torcida colorada!

Dupla de zaga afinada

Campeões da América e 2006, Bolívar e Índio não param de escrever história no Inter. A dupla de zaga está no auge do entrosamento, tanto no setor defensivo como no ataque. Contra o Chivas, eles foram soberanos na marcação sobre os atacantes mexicanos, mas também mostraram sintonia quando estavam na área adversária. Foi Índio que escorou para Bolívar a bola cruzada por D’Alessandro no lance do segundo gol. O ‘General’ cabeceou com tranquilidade para fazer 2 a 1 e deixar o Inter mais próximo do bicampeonato da América. Após o jogo, Bolívar disse que seu filho havia tido uma premonição de que ele marcaria um gol na final. “Este gol é para ti, Tales”, declarou o orgulhoso pai para as câmeras durante a entrevista na zona mista do Omnilife.


Bolívar marcou o seu segundo gol na Libertadores 2010

D’Alessandro, o cerebral

Dos pés do argentino foram criadas muitas das jogadas do Inter em Guadalajara. D’Alessandro tem sido um dos pilares de sustentação do meio-campo colorado. Com um futebol maduro, ele soube prender a bola quando necessário, além de ter participado do lance do segundo gol com um eficiente cruzamento para a área. Antes, quase havia marcado um gol de placa, em um chute de longa distância que por muito pouco não acertou o ângulo.


D'Alessandro contagiou o time com a sua garra argentina

Dupla infernal

Taison e Kleber deram trabalho à marcação mexicana. A dupla protagonizou boas tabelas pela ponta-esquerda, principalmente no primeiro tempo, quando as principais investidas do Inter foram por este lado do campo. No segundo tempo, Kleber cruzou na medida para a cabeçada de Giuliano que abriu o caminho da reação colorada.

Futebol total

O time do técnico Celso Roth tem sido metódico na sua proposta tática. Quando tem a bola, trabalha com qualidade a troca de passes. Quando está sem ela, sufoca o adversário com uma intensa marcação até recuperar a posse. O contra-ataque em velocidade, uma das principais virtudes do Chivas, foi anulado justamente por conta desta abnegada entrega do setor defensivo. Sandro e Guiñazu à frente da área eram como uma muralha. Mais atrás, Índio e Bolívar foram fiéis guardiões do gol colorado. O time de Guadalajara sucumbiu na sua casa frente a um time que tem todas as credenciais para conquistar a América mais uma vez.

Assim como em 2006

A história se repete. Na decisão da Libertadores de 2006, o Inter também venceu o primeiro jogo da final por 2 a 1, contra o São Paulo, no Morumbi. Agora, a equipe colorada traz para o Beira-Rio a mesma vantagem na luta pelo seu segundo título continental. Não há gol qualificado nas finais. Um empate na próxima quarta-feira fará com que a América seja novamente pintada de vermelho.


Inter deu um importante passo na busca pelo bicampeonato da Libertadores


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