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Falcão

Falcão

Paulo Roberto Falcão

Posição: Volante
Data de Nascimento: 16/10/1953
Naturalidade:
Abelardo Luz (SC)

Carreira:
Internacional: 1973 - 1980
Roma: 1980 - 1985
São Paulo: 1985 - 1986

Títulos:
Campeonato Gaúcho - 1973 - Internacional
Campeonato Gaúcho - 1974 - Internacional
Campeonato Gaúcho - 1975 - Internacional
Campeonato Brasileiro - 1975 - Internacional
Campeonato Gaúcho - 1976 - Internacional
Campeonato Brasileiro - 1976 - Internacional
Campeonato Gaúcho - 1978 - Internacional
Campeonato Brasileiro - 1979 - Internacional
Campeonato Italiano - 1983 - Roma
Campeonato Paulista - 1985 - São Paulo
Campeão Gaúcho (como treinador) - 2011 - Internacional
Campeão Baiano (como treinador) - 2012 - Bahia
Campeão da Copa Interamericana de 1991 e Campeão da Copa dos Campeões da Concacaf de 1992, ambos títulos como técnico do América-MEX.

Quando pequeno, ajudou o pai a carregar tijolos para a construção do Beira-Rio. Morando em Canoas, vendia garrafas velhas e cedo se deslocava para Porto Alegre para brilhar nas categorias de base do Inter, sendo inclusive convocado para a Seleção Olímpica de 1972.

Sob o comando de Dino Sani, Falcão assumiu a titularidade do Internacional em 1973. Aquele garoto magro e alto de cabelos loiros encaracolados de apenas 19 anos, começava a assinar com maestria o fantástico meio-campo do Internacional, que dominou completamente o futebol brasileiro na década de 70. Falcão, com suas assistências, lançamentos e passes precisos, classe e muita força na marcação, aliados a um potencial ofensivo imenso, levou o clube gaúcho a suas maiores glórias: um octacampeonato gaúcho e 3 campeonatos brasileiros. Além de ser o melhor jogador do Brasileirão por 3 campeonatos, Falcão marcou por seus gols. Dois deles entraram para a história do futebol brasileiro.

O primeiro foi nas semifinais de 1976 contra o Atlético-MG. Depois de um sufocante empate em 1x1, aos 47 minutos do segundo tempo, uma sequência de 7 toques de cabeça iniciada no meio-campo, acabando em uma tabela entre Escurinho e Falcão, que sem deixar a bola tocar no solo, desferiu um indefensável sem-pulo contra o goleiro Ortiz, gol que abriu o caminho para o título de 76.

Falcão conclui a imortal tabelinha de cabeça com Escurinho

Outro momento mágico foi na semifinal do campeonato brasileiro de 1979, Internacional enfrentava o Palmeiras em São Paulo. Falcão fez a melhor partida de toda a sua carreira. Com uma atuação simplesmente fenomenal fez 2 gols, incluindo o gol da vitória por 3x2, garantindo vaga nas finais daquele ano. Falcão que foi considerado o maior jogador do futebol brasileiro naquela temporada, acabou conquistando o ainda inigualável título de campeão invicto do campeonato brasileiro.

Na seleção, também marcou época. Por uma inacreditável teimosia, Cláudio Coutinho preferiu levar o tosco Chicão a Falcão, que ficou de fora da seleção brasileira, fazendo muita falta na Copa do Mundo de 78, vencida pela Argentina. Mas Falcão soube passar por cima desta adversidade e conquistou a vaga no meio-campo da seleção brasileira de 1982, que continha ainda Zico, Cerezzo e Sócrates, o chamado "quadrado mágico" do mestre Telê Santana. Marcou o 2º gol no jogo contra a Itália, em um chute impressionante de fora-da-área. Com o 2x2, o Brasil garantia a vaga, mas o carrasco Paolo Rossi marcou mais um e o Brasil deu adeus ao sonho do tetracampeonato mundial.

O grande meio-campo do Internacional levou o time à conquista do inédito Tricampeonato brasileiro invicto em 1979, inclusive marcando um dos gols da vitória de 2x1 sobre o Vasco da Gama na final do campeonato. Paulo Roberto Falcão pertenceu a uma elite de jogadores que se destacam pela inteligência e elegância com a qual atuava em campo. Era um craque tático, conhecido por estar por todas as partes do campo, dando sempre opção de jogo aos companheiros. Raça e obstinação eram outros atributos desse maravilhoso craque de bola.

Quando esteve no futebol italiano - atuando pela Roma - foi chamado de "Rei de Roma", quando conquistou para o clube o Campeonato Italiano de 1983, fato que não acontecia desde 1942. Idolatrado até hoje pelos italianos, Falcão voltou para o Brasil em 1985, encerrando a carreira pelo São Paulo.

Imagens do atleta



Frases:

"Dizem que um jogador sozinho não ganha um campeonato. Mas o Falcão de 79 seria vice com certeza".
Luís Fernando Veríssimo, escritor e torcedor do Internacional

"Falcão, tu fostes ungido como o oitavo rei de Roma".
Jornal Gazzetta dello Sport, 1983.

"Quem é melhor, Falcão ou Mococa?".
Jornal da Tarde, na véspera de Palmeiras 2x3, referindo-se ao duelo entre o craque do Inter e o destaque palmeirense da época.

"Falcão, é claro!".
Jornal da Tarde do dia seguinte ao duelo, que ficou marcado pela maior apresentação de Falcão em todos os tempos.

"Não perdemos para um time. Perdemos para o maior jogador do mundo".
Dirigentes palmeirenses, ainda referindo-se ao jogo contra o Internacional em 1979. Falcão vivia o melhor momento de sua carreira.

"Aquela armação de meio campo foi perfeita"
(Zico, sobre o quadrado mágico Falcão, Cerezo, Socrates, Zico)

FONTE: site "Clássico Gre-Nal - A maior rivalidade do Brasil"
(http://www.classicogrenal.com.br/



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