Os nomes de um grande Clube

Na última década do século XX, o Inter teve sua história construída por um título nacional, quatro títulos gaúchos e uma espetacular vitória sobre seu maior rival - no Gre-Nal do 5 a 2, em 1997. O clube colorado reafirmou seu destino de glórias e encaminhou-se para o novo milênio com a audácia que é peculiar aos vencedores. Em 1992, contra o Fluminense, em um jogo dramático, o Inter conquistou a Copa do Brasil e gravou no coração do Clube mais uma estrela dourada.

No começo da década, o Inter recuperou a hegemonia do futebol gaúcho: foram quatro estaduais conquistados: 91, 92, 94 e 97. O primeiro deles veio depois de uma sequência de três jogos em um mesmo mês: vitória colorada no Olímpico por 1 a 0, gol de Alex, derrota no Beira-Rio por 2 a 0 e empate em 0 a 0, novamente no Gigante. O resultados foram suficientes para o Colorado erguer a taça de campeão gaúcho.

Em 1992, 10 dias após a conquista da Copa do Brasil - o título mais expressivo da década - o Inter foi bicampeão gaúcho, novamente em cima do Grêmio. Na primeira partida no Olímpico, 3 a 1 para o time colorado, com dois gols do centroavante Nando e um de Marquinhos. Na decisão no Beira-Rio, empate em 0 a 0 garantiu o título.

Em 1994, comandado pelo técnico Cláudio Duarte, o Inter novamente foi o melhor do Rio Grande do Sul. O time base era: Sérgio; Luis Carlos Wink, Argel, Adilson e Zinho; Anderson, Élson, Caíco e Nando; Mazinho Loyola e Leandro.

Já em 1997, após um jejum de três anos, mais uma grande conquista estadual foi obtida em clássicos Gre-Nais. O time, treinado por Celso Roth e com o ponteiro-direito Fabiano em grande fase, atropelou o Grêmio nas finais. No primeiro confronto no Olímpico, empate em 1 a 1. Na decisão no Beira-Rio, com um golaço de Fabiano, o Inter fez 1 a 0 e levantou a taça. Muita comemoração nas ruas de Porto Alegre e por todo o Rio Grande do Sul.

Título da Copa do Brasil de 92 na base de garra e luta

Inter conquista o seu quarto título nacional
no começo da década de 1990

Foi em 1992 que o Inter conquistou o seu quarto título nacional, conferindo ainda mais grandeza ao clube colorado. A campanha na Copa do Brasil foi emocionante. Depois de atropelar o Corinthians em pleno Pacaembu com uma goleada por 4 a 0, o Inter enfrentou o Grêmio nas quartas-de-finais. O primeiro jogo foi no Olímpico e acabou empatado em 1 a 1. Dentro do Beira-Rio, os dois principais clubes gaúchos fizeram mais um jogo emocionante: novamente 1 a 1, com a decisão indo para os pênaltis. Das arquibancadas, os torcedores mandaram muita fé e confiança para dentro do campo. O resultado não poderia ser outro: Inter 3 a 0 sobre o maior rival. Era só esperar o poderoso Palmeiras!

Caíco: revelação do Inter

Nas semifinais, o Internacional foi superior ao Verdão Paulista e conquistou duas vitórias, por 2 a 0 e 2 a 1. Na grande final, o time do técnico Antônio Lopes enfrentou o Fluminense. Os cariocas levaram a primeira partida para o pequeno estádio das Laranjeiras, tentando intimidar o Clube do Povo do Rio Grande do Sul. O tricolor carioca venceu o jogo, mas com um placar para lá de apertado: 2 a 1. Em meio às finais, surgiu uma revelação, o camisa 11 Caíco, de 19 anos, autor de um gol espetacular na partida de ida.

Gol este que deu a vantagem ao Inter de vencer dentro do Estádio Beira-Rio por apenas um gol. E como foi importante. No dia 13 de dezembro, o Beira-Rio lotou para assistir à final. Mais de 50 mil fiéis colorados vibravam nas arquibancadas, empurrando e acreditando no time. Só o gol do título teimava em não sair. Sem perder as esperanças, o time lutou até o final, quando foi recompensado. Aos 41 minutos do segundo tempo, Pinga entrou na área adversária e foi derrubado. Pênalti assinalado pelo árbitro paulista José Aparecido de Oliveira! Era muita emoção! 

O Inter tinha a chance de despachar o Flu e conquistar a Copa do Brasil de 92. E assim foi. O zagueiro Célio Silva ajeitou a bola para a cobrança, tomou distancia e bateu. Um chute forte e rasteiro, no meio do gol do goleiro Jéferson. A massa explodiu nas arquibancadas do Gigante em uma vibração que misturava alívio e alegria. Depois de muita luta, o Internacional era novamente dono do Brasil!


Célio Silva está marcando o gol de pênalti que rendeu o título ao Inter 

Campanha na Copa do Brasil de 1992
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1ª Fase 

14/07/1992 - Muniz Freire 1 x 3 Internacional

11/08/1992 - Internacional 5 x 0 Muniz Freire 

Oitavas de final 

09/10/1992 - Corinthians 0 x 4 Internacional

20/10/1992 - Internacional 0 x 0 Corinthians 

Quartas de final

06/11/1992 - Grêmio 1 x 1 Internacional

17/11/1992 - Internacional 1 x 1 Grêmio 

Semifinal 

27/11/1992 - Palmeiras 0 x 2 Internacional

08/12/1992 - Internacional 2 x 1 Palmeiras 

Final 

10/12/1992 - Fluminense 2 x 1 Internacional

13/12/1992 - Internacional 1 x 0 Fluminense 

Perfil do time campeão

Fernandez (goleiro): chamado de Gato Fernandez em virtude da agilidade apurada, o experiente goleiro paraguaio foi seguro durante toda a campanha. Fez valer a máxima de que todo grande time começa com um grande goleiro.

Célio Lino (lateral-direito): lateral dedicado, de boa capacidade de marcação e apoio ofensivo, que evoluiu junto ao time ao longo da trajetória do título. Participou dos dez jogos.

Célio Silva (zagueiro): capitão do time, também disputou todos os jogos. Assumiu a responsabilidade e bateu o pênalti que garantiu o título inédito. Mais tarde, Célio Silva chegou a vestir a camisa da Seleção Brasileira.

Pinga (zagueiro): jogador técnico, formou uma dupla entrosada com Célio Silva. Jorge Brum, mais conhecido como Pinga, sofreu o pênalti na final contra o Fluminense. Atualmente, o ex-defensor trabalha como avaliador técnico no Inter.

Daniel Franco (lateral-esquerdo): formado na base colorada, teve atuações marcadas por muita vitalidade na jornada do título. Daniel segue ligado ao Inter, e nos dias de hoje treina o time Sub-16.

Ricardo (volante): lateral-esquerdo de origem, mostrou ser um jogador polivalente, já que também exerceu as funções de zagueiro e de volante no time campeão de 1992. Esteve em campo em sete jogos.

Elson (volante): participou de todas as partidas. Era incansável na marcação e chegava com qualidade ao ataque, tanto que marcou dois gols.

Marquinhos (meia): era o cérebro da equipe, o organizador do meio-campo e principal responsável por abastecer os atacantes Maurício e Gérson. Fez seis assistências em 10 jogos.

Caíco (meia): aos 18 anos, surgiu com muita qualidade da base colorada e acabou ganhando a vaga do titular Silas. Marcou o emblemático gol contra o Fluminense, nas Laranjeiras, que foi determinante para a conquista da taça. E foi um golaço: Caíco driblou três adversários antes de concluir na saída do goleiro Jefferson.

Maurício (atacante): vestindo a camisa 7, foi um contundente ponteiro-direito que vencia os marcadores na base da velocidade e da força. Marcou dois gols e participou da trama de outros tantos.

Gérson (atacante): artilheiro do torneio, com nove gols marcados em 10 jogos, foi um dos principais responsáveis pelo título. Infelizmente, dois anos depois de brilhar pelo Inter na Copa do Brasil, Gérson faleceu por problemas de saúde.

Élson (com a taça) e Célio Silva vibram com a conquista da Copa do Brasil de 1992


Em pé:Fernandez, Célio Silva, Célio Lino, Márcio, Pinga e Daniel.
Agachados: Nando, Elson, Maurício, Gerson e Marquinhos.

Finais
1º Jogo: 10/12/1992
Fluminense (2): Jéfferson, Zé Teodoro, Vica, Souza, Sandro e Lira; Ânderson, Julinho (Rogerinho) e Sérgio Manoel; Vágner (Paulo Alexandre) e Ézio. Técnico: Sérgio Cosme.
Internacional (1) : Fernandez, Célio Lino, Célio Silva, Pinga e Ricardo; Ânderson, Élson e Marquinhos (Silas); Maurício, Gérson (Luciano) e Caíco. Técnico: Antônio Lopes.
Local: Laranjeiras (Rio de Janeiro-RJ); Juiz: Márcio Rezende de Freitas (MG); Público: 7.491 espectadores;
Gols: Vágner aos 23 do 1º; Caíco aos 7 e Ézio 25 do 2º tempo;
Cartões Amarelos: Ézio, Célio Silva e Ânderson (Flu)
2º Jogo: 13/12/1992
Internacional (1): Fernandez, Célio Lino, Célio Silva, Pinga e Daniel Franco; Ricardo, Élson (Luciano) e Marquinhos;
Maurício, Gérson (Nando) e Caíco. Técnico: Antônio Lopes.
Fluminense (0)
: Jerson, Zé Teodoro, Vica, Sandro (Carlinhos Itaberá), Souza e Lira; Pires, Bobô e Sérgio Manoel; Vágner e Ézio. Técnico: Sérgio Cosme.
Local: Beira Rio (Porto Alegre-RS);
Árbitro: José Aparecido de Oliveira (SP); Público: 32.722 espectadores;
Gol: Célio Silva (pênalti), aos 43 do 2º tempo;
Cartões Amarelos: Ézio, Sérgio Manoel, Souza e Marquinhos; Expulsão: Zé Teodoro.

 Copa Wako Denki 

A taça foi disputada no Japão, em 1992, e vencida pelo Internacional. Há apenas o registro dessa edição, realizada em jogo único no Nagai Stadium, em Osaka. 

O jogo foi dia 22/08/1992. Inter 5x2 Panasonic Gamba. Gols de Gerson (3) e Élson (2). 

O treinador era Antônio Lopes e o time jogou com Fernandes (André); Célio Lino, Célio Silva, Pinga (Sandro Becker) e Zinho; Márcio, Élson e Marquinhos; Maurício (Luciano), Gérson e Nando (Caíco). 


Torneio Mercosul 

Diferentemente da Copa Mercosul realizada pela Conmebol, cuja primeira edição foi em 1998 e não é mais disputada, empresários organizaram, em 1996, uma competição chamada de Torneio Mercosul. Esse campeonato foi vencido pelo Internacional e contou com a participação de San Lorenzo (Argentina) e Universidad Católica (Chile), em jogos de ida e volta. Universidad do Chile (Chile) e Peñarol (Uruguai) também foram convidados, mas não disputaram a competição. 

O primeiro jogo foi dia 21/07/1996. Inter 1x0 San Lorenzo. Gol de Fabinho.
O segundo jogo foi dia 23/07/1996. Inter 2x0 Universidad Católica. Gols de Leandro e Paulo Isidoro. O terceiro jogo foi dia 27/07/1996. Inter 3x0 San Lorenzo. Gols de Cleomir (2) e Leandro. O quarto jogo foi dia 06/08/1996. Inter 4x1 Universidad Católica. Gols de Tonhão, Paulo Isidoro e Leandro (2). 

O time base era: André; Edinho Olmedo, Márcio Tigrão, Gamarra e Vinícius; Fernando, Marcelo Rosa, Yan e Paulo Isidoro; Fabinho e Leandro. Também jogaram Cleomir, César Prates, Celso Vieira, Régis, Anderson, Arílson, Ferreira e Paulinho Diniz. O técnico era Nelsinho. 

Em 1995, também há um registro de outro Torneio Mercosul, organizado pela Federação Catarinense de Futebol e vencido pelo Figueirense. Essa taça contou com a participação de outros oito clubes de Santa Catarina, Uruguai e Paraguai.

Massacre colorado no Olímpico, em 1997: 5 a 2

O Inter fazia grande campanha no Brasileirão de 1997. O time treinado por Celso Roth liderava o campeonato e não tomou conhecimento do Grêmio: aplicou 5 a 2 em pleno Estádio Olímpico, com uma atuação história do atacante Fabiano, que desequilibrou o clássico e marcou dois gols.

Fabiano marcou dois gols e foi o destaque do Gre-Nal do 5 a 2

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